Trabalhadores de terra da SATA Air Açores retiram pré-aviso de greve

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Os trabalhadores de terra da SATA Air Açores, companhia regional portuguesa que assegura os voos inter-ilhas no arquipélago dos Açores, retiraram o pré-aviso de greve ao trabalho suplementar marcado para o corrente mês de setembro após um “alinhamento de vontades”, anunciou o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA).

O SITAVA avança em comunicado que, na sequência do pré-aviso de greve, foi “possível analisar as matérias causadoras dos conflitos” e proceder à “assinatura de vários protocolos que no seu conteúdo vieram ao encontro das pretensões”.

“Foi, pois, neste contexto, que foi decidido retirar os avisos prévios de greve tanto para todo o trabalho, como para o trabalho suplementar. O SITAVA saúda, portanto, todos os trabalhadores e garante que os seus direitos serão sempre a primeira das nossas prioridades”, adianta o sindicato.

Em 21 de agosto, foi anunciado que os trabalhadores de terra do grupo SATA afetos ao SITAVA iriam estar em greve ao trabalho suplementar, de 1 de setembro a 1 de outubro, queixando-se de “tratamento discriminatório” pela empresa.

Além da “aprovação da nova carreira profissional” para os Oficiais de Operações de Voo, a estrutura sindical revela que ficou estabelecido que a SATA e o SITAVA “iniciarão em breve negociações para promover a equidade e o necessário clima de serenidade, sempre potenciador de mais e melhor produtividade”.

O sindicato elenca as “dotações de handling” e o regime de férias e de trabalho suplementar como as matérias para negociação com a administração da companhia aérea.

“O SITAVA sempre foi uma organização responsável e ponderada e como é óbvio pretende continuar a ser, mas, como se compreenderá, por vezes, sob pena da diluição dos valores que sempre defendemos, não nos resta outro caminho que não avançar para formas de luta”, conclui o sindicato.

No pré-aviso de greve, o SITAVA criticava “a atitude da empresa no que diz respeito aos trabalhadores confere um tratamento discriminatório”, devido à “falta de equidade em relação ao pagamento de trabalho extraordinário e do gozo de férias entre as diversas categorias profissionais existentes”.

Já a SATA Air Açores prometeu tomar medidas para “minimizar irregularidades e transtorno público” e disse ter “total disponibilidade” para negociar.

 

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