Violentas explosões em Beirute – Danos estruturais no Aeroporto – com vídeo

Duas violentas explosões abalaram na tarde desta terça-feira, dia 4 de agosto, a zona do terminal marítimo do Porto de Beirute, no Líbano, provocando inúmeras vítimas e estragos incalculáveis.

Oo primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu, fazendo pelo menos 70 mortos e mais de 3.700 feridos.

“É inadmissível que um carregamento de nitrato de amónio, estimado em 2.750 toneladas, estivesse há seis anos num armazém, sem medidas de precaução. É inaceitável e não podemos calar-nos sobre esta questão”, disse o primeiro-ministro durante a reunião do Conselho Superior de Defesa, segundo relato de um porta-voz numa conferência de imprensa realizada já durante a noite em Beirute. O nitrato de amónio é um fertilizante químico e também é um componente de explosivos.

A deslocação do ar provocada pela deflagração foi sentida até na ilha de Chipre, a mais de 200 quilómetros de Beirute.

“Não vamos descansar enquanto não encontrarmos o responsável pelo que se passou, para que ele preste contas”, prometeu o primeiro-ministro.

Fontes governamentais e dos serviços oficiais que prestam socorro às vítimas dizem que o ambiente à volta do porto é de autêntico cenário apocalíptico. Os hospitais e clínicas da cidade estão completamente saturados devido à afluência de sinistrados. Vários canais televisivos internacionais passaram a tarde a transmitir em direto do local e as imagens são, na verdade, devastadoras.

O Aeroporto Internacional de Beirute, no outro lado da cidade, a cerca de seis milhas (cerca de 11 quilómetros) de distância do porto, sofreu diversos estragos estruturais, que estão a ser avaliados. Uma evidência do grande impacto da onda de choque das explosões. O movimento de passageiros foi interrompido e a aterragem de aviões só foi permitida, após uma inspeção da pista de aterragem de serviço.

 

Um vídeo da estação televisiva britânica SkyNews incluído no canal YouTube, obtido nos primeiros momentos após o desastre, mostra a violência das explosões:

 

 

  • Foto de entrada © Ayman Shehadi
  • Notícia em desenvolvimento – atualizada às 22h40 UTC

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