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Voo MH370: Peça de metal encontrada em Moçambique não está ainda identificada

O ex-comandante de linha aérea João Abreu, presidente da autoridade de aviação civil de Moçambique, disse em Maputo que é “prematuro” e também “perigoso” que se considere como sendo parte do Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines desaparecido em março de 2014, a peça de metal encontrada quarta-feira, dia 2 de março, numa praia de Paluma, na ilha de Bazaruto, um arquipélago do Oceano Índico, que é parte daquele país africano.

Nas declarações prestadas na quinta-feira, dia 3 de março, à cadeia de televisão portuguesa RTP, João Abreu, mostrou a peça na qual existe apenas a inscrição ‘No Step’ (alerta em inglês para não passar com os pés sobre a superfície), mas trata-se de um pequeno pedaço de metal, se comparado com outro que foi encontrado na ilha de Reunião também no Índico, no ano passado, e que os investigadores concluíram tratar-se de parte de um Boeing 777-200ER, e que foi imediatamente ligada ao desaparecimento do avião e dos 239 ocupantes do já famoso voo MH370, cujos paradeiros continuam desconhecidos.

Agora a parte de metal encontrada em Moçambique vai ser enviada para a Austrália, onde especialistas que integram uma comissão de inquérito multinacional vão analisar se pertence ao avião que fazia o voo MH370, anunciou na quinta-feira o Governo australiano. O bocado de metal foi encontrado por dois pescadores num banco de areia e depois levados às autoridades por um turista norte-americano.

O ministro dos Transportes malaio, Liow Tiong Lai, disse na quarta-feira que informações iniciais apontavam para uma “grande possibilidade” de o fragmento pertencer a um Boeing 777.

Este é o mesmo modelo do voo MH370, que desapareceu a 8 de março de 2014 quando fazia a rota entre Kuala Lumpur e Pequim com 239 pessoas a bordo.

 

O ministro dos Transportes australiano, Darren Chester, disse em comunicado que os destroços vão ser transferidos para a Austrália, onde serão examinados por especialistas da Austrália e da Malásia, e de outros países envolvidos nas buscas, desde há dois anos.

Chester acrescentou que a localização onde o fragmento foi encontrado é consistente com os modelos de correntes oceânicas usados pelas autoridades australianas que efetuam as buscas pelo MH370.

No passado mês de julho, um fragmento de uma asa de avião foi encontrado na ilha de Reunião, no Oceano índico. Especialistas acabaram por confirmar que pertencia efetivamente ao MH370, a única prova concreta do avião até agora.

Na quarta-feira, o ministro dos Transportes da Malásia admitiu que existe uma “grande possibilidade” dos destroços encontrados na costa de Moçambique pertencerem a um Boeing 777, o mesmo modelo do voo MH370 da Malaysia Airlines.

O ministro referiu que a Malásia está a trabalhar com a Austrália –  país responsável pela coordenação das buscas no oceano Índico onde se acredita que o avião caiu –  para recuperar os destroços e realizar um estudo mais profundo.

 

Entretanto, notícias oriundas de Kuala Lumpur, capital da Malásia, dão conta que uma associação de familiares dos desaparecidos no voo MH370 da Malaysia Airlines pediu que sejam iniciadas buscas exaustivas na costa da África oriental, depois de ter sido encontrada, em Moçambique, um destroço que pode ser do avião.

“Pedimos o apoio dos recursos navais [das nações do leste de África] que possam rastrear os locais desabitados e áreas pantanosas (…) para que todos os destroços sejam recolhidos e analisados”, expressou a organização ‘Voice370’, em comunicado.

 

  • Imagem publicada pela cadeia de televisão norte-americana NBCNews, em que se vê o turista norte-americano com o fragmento que se julga pertencer ao avião desaparecido da Malaysia Airlines em 8 de março de 2014.

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