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Avião Pilatus PC6 que caiu em Beja no ano passado desintegrou-se


 

O avião Pilatus PC6, que caiu no Alentejo, sul de Portugal, em junho do ano passado com paraquedistas, causando a morte ao piloto, desintegrou-se, pois apresentava desgaste e fissuras em componentes estruturais relevantes, indica o relatório preliminar da investigação ao acidente divulgado nesta quarta-feira, dia 3 de maio pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), sediado em Lisboa .

“Foram reportados desgaste e fissuras na fixação do compensador do estabilizador e nos componentes estruturais relevantes nos aviões que realizaram o boletim de serviço emitido pela Pilatus”, refere o relatório preliminar publicado na página da Internet do GPIAAF.

Uma investigação desencadeada após o acidente, ocorrido a 19 de junho de 2016, depois de a aeronave ter descolado do Aeródromo de Figueira de Cavaleiros, Canhestros, em Beja, com o piloto e sete paraquedistas, “identificou que a instalação ligeiramente assimétrica e/ou condições de operação podem resultar em vibração forte do estabilizador, causando o início de fissuras no acessório de fixação do compensador do estabilizador ou peça de ligação”.

“Esta condição, se não for detetada e corrigida, pode levar a uma falha da peça de ligação ou conexão, possivelmente resultando na desunião da fixação traseira do estabilizador horizontal, com consequente perda de controlo do avião”, sublinha o relatório preliminar.

Na tarde de 19 de Junho de 2016, uma aeronave Pilatus PC-6, matrícula D-FSCB, propriedade do cidadão alemão Meinhard Maurer, operada pela companhia portuguesa Aero Vip (Grupo Sevenair), descolou para a sua 17.ª largada de paraquedistas nesse dia, com oito pessoas a bordo: o piloto, cinco paraquedistas e dois passageiros que saltaram presos a outros dois paraquedistas.

 

“A aeronave, depois da falha de um componente/sistema, perdeu o controlo em voo e desintegrou-se”, adianta o relatório preliminar do GPIAAF.

“De acordo com alguns dos paraquedistas do grupo, ouviu-se um som semelhante ao de partir/rasgar da estrutura de metal, sendo a aeronave submetida a uma guinada instantânea de nariz em cima e de rotação para o lado direito com grande instabilidade de voo. Subitamente toda a parte traseira da estrutura desintegrou-se”, descreve a investigação.

Do acidente resultou a morte do piloto, de 27 anos e de nacionalidade belga, que, segundo a investigação, não conseguiu acionar o seu paraquedas “e não usava um paraquedas de emergência com um mecanismo automático de abertura barométrica”.

“De acordo com o relato, alguns ocupantes foram projetados contra a estrutura da aeronave antes de serem arremessados para fora. Nos segundos seguintes os paraquedistas que não sofreram lesões graves, conseguiram saltar do avião e acionar os respetivos paraquedas tendo dois deles sofrido lesões graves antes de saírem da aeronave, sendo acionado o paraquedas de emergência de abertura barométrica”, relata o relatório preliminar.

Os fragmentos das partes do avião foram encontrados numa extensão de aproximadamente 1.500 metros, dispersos e numa faixa de cerca de 500 metros.

 

  • Foto © GPIAAF/Rafael Vieira


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