ANA – Aeroportos de Portugal propõe aos trabalhadores medidas para ultrapassar crise

A ANA – Aeroportos de Portugal propõe aos trabalhadores licenças sem vencimento, redução em 20% do período normal de trabalho durante três meses e o gozo antecipado de férias para reduzir o impacto da crise provocada pelo novo coronavírus, que provocou a pandemia de covid-19.

Numa carta enviada nesta terça-feira, dia 31 de março, aos trabalhadores, a que a ‘Lusa’ teve acesso, o presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, apela “à adesão individual a uma ou mais medidas de apoio”, entre as quais constam a atribuição de licenças sem vencimento, redução temporária de 20% do período normal de trabalho durante três meses ou o gozo antecipado de férias relativas a 2020.

A empresa gestora dos aeroportos nacionais anuncia a aplicação de um corte de 20% nos salários da Comissão Executiva, a suspensão da distribuição de prémios durante o período da crise, da revisão da tabela salarial e da atualização do subsídio de refeição até ao final do ano.

Na extensa carta, Thierry Ligonnière informa ainda que “deverão ser gozados os descansos compensatórios já vencidos e as férias relativas aos anos anteriores, até 30 de abril” e que está suspensa a realização de trabalho suplementar, salvo autorização expressa da Comissão Executiva”.

Além disso, refere, foram interrompidas as ações de consultoria externa, as contratações e adiadas ações de manutenção preventiva em infraestruturas e equipamentos não críticos.

Assumindo que as medidas já adotadas “serão provavelmente insuficientes” para proteger o emprego, caso a recuperação não aconteça no curto prazo, a ANA apela então à “mobilização voluntária e solidária dos trabalhadores da empresa”, através da adesão a uma ou mais das medidas propostas.

“Os diretores e a equipa de recursos humanos irão, nos próximos dias, fornecer mais detalhes sobre estas opções e sobre a adesão às mesmas”, explica.

 

A ANA – Aeroportos de Portugal é a empresa responsável pela gestão de 10 aeroportos em Portugal, tendo sido privatizada em 2013 e integrada na rede Vinci Airports, de matriz francesa. Gere aeroportos no continente – Lisboa, Porto, Faro e Beja – e nas Regiões Autónomas dos Açores – Ponta Delgada, Horta, Flores e Santa Maria – e da Madeira – Madeira e Porto Santo.

 

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