Angola só aceitará os novos B737 MAX 8 para a TAAG se os problemas forem resolvidos

O ministro dos Transportes de Angola disse na quarta-feira, dia 20 de março, que a aceitação dos novos aviões Boeing 737 MAX 8 encomendados pela companhia estatal TAAG – Linhas Aéreas de Angola, terá em conta a superação de eventuais problemas, que presentemente têm sido apontados nesse modelo.

Ricardo de Abreu, citado pela agência de notícias portuguesa ‘Lusa’, em despacho de Luanda, disse esperar que, até 2022 ou 2023, os eventuais problemas com o modelo do aparelho estejam ultrapassados.

O governante angolano falava à margem do lançamento da “Operação Transparência para a Costa Atlântica de Angola”.
Sobre o processo de privatização, Ricardo de Abreu lembrou que, em novembro de 2018, o Presidente da República, João Lourenço, aprovou a transformação da TAAG em sociedade comercial (sociedade anónima), em que o plano de abertura de capital da transportadora prevê o acesso de investidores estrangeiros.

“Tínhamos inicialmente perspectivado que esse processo estivesse concluído em 2021, mas, face um pouco à dinâmica económica e ao que estamos a fazer do ponto de vista da renovação da frota da própria TAAG, iremos acelerar este processo para que, ainda ao longo de 2019, possamos ter a documentação necessária pronta para se iniciar o convite a entidades eventualmente interessadas na entrada no capital”, indicou o ministro Ricardo de Abreu.

Sobre a polémica em torno do facto da renovação da frota da TAAG prever a aquisição de vários Boeing 737 MAX 8, idênticos aos que estiveram envolvidos recentemente em acidentes fatais, Ricardo de Abreu lembrou que, até chegarem, em 2022 ou 2023, haverá tempo para que os eventuais problemas sejam solucionados.

“O processo de renovação da frota da TAAG está em curso e as negociações com os fabricantes também”, assinalou o ministro que indicou que o processo está em fase de conclusão. “Os aviões 737 MAX 8 estariam em perspectiva de ser adquiridos para compor a frota de médio curso, tal como temos 737-700 da nova geração”, afirmou Ricardo de Abreu.

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