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Brussels Airlines integrada no Grupo Eurowings – Belgas discordam e protestam


 

Thorsten Dirks, presidente da Eurowings, companhia de baixo custo do Grupo Lufthansa, assegura que a Brussels Airlines, outra companhia do grupo de matriz alemã, “não será transformada numa cópia belga da Ryanair”, apesar do atual processo de integração.

Falando numa reunião com a direção da Brussels Airlines, Dirks assegurou também que não haverá “um banho de sangue social”, referindo-se a eventuais despedimentos. De momento a companhia belga manterá o seu estatuto independente quanto à frota e à marca, mantendo as suas rotas atuais. Inclusive estão previstas as aberturas de novas ligações de aeroportos belgas para a África e América do Norte.

Segundo notícias reveladas nas últimas semanas, o Grupo Lufthansa está a trabalhar num projeto que pretende integrar as companhias Eurowings e Brussels Airlines, companhia de bandeira belga, da qual a Lufthansa é o principal acionista, num único grupo que se denominará Grupo Eurowings. Será mantida a base em Bruxelas.

A principal incógnita deste processo é o futuro dos cerca de 3.500 empregados da Brussels Airlines, o que despertou logo os protestos dos trabalhadores e das entidades sindicais belgas. Agora está marcada uma reunião para o próximo dia 12 de março, na qual os sindicatos saberão, em concreto, qual é a proposta dos responsáveis pelo novo Grupo Eurowings.

A decisão do Grupo Lufthansa despertou também os protestos das classes política e empresarial belgas, que querem continuar a ver a sua companhia nos aeroportos internacionais. Têm feito pressão junto dos gabinetes ministeriais em Bruxelas e têm criado grupos de lobing que pretendem obstaculizar as pretensões dos alemães. O Grupo Lufthansa justifica a necessidade de reformulação da Brussels com o facto de ser a única companhia do grupo com desempenho negativo no último exercício fiscal.

Thorsten Dirks, em declarações às agências de notícias europeias, disse que o projeto não está ainda concluído e que o primeiro passo, logo que o plano esteja aprovado pelo Grupo Lufthansa, será submetê-lo à consideração das autoridades nacionais belgas e comunitárias europeias, ambas em Bruxelas. Afinal, é ali, no centro e coração da Europa, que tudo será decidido.

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