Cathay Pacific compra HK Express e ganha domínio em Hong Kong

A Cathay Pacific anunciou nesta terça-feira, dia 27 de março, que chegou a acordo com o Grupo HNA (Hainan Airlines) para comprar a HK Express, companhia de baixo custo do território, que foi fundada em 2004 pelo magnata Stanley Ho, com interesses diversos na área, nomeadamente na hotelaria e nos casinos em Macau.

A HK Express tornar-se-á uma subsidiária da Cathay Pacific, que desta forma passará a deter cerca de 50 por cento dos slots do Aeroporto Internacional de Hong Kong, numa operação que deve estar concluída até 31 de dezembro de 2019. Os valores envolvidos na aquisição da HK Express atingem os 628 milhões de dólares norte-americanos (cerca de 557 milhões de euros ao câmbio de hoje).

A Cathay Pacific, que no ano passado apresentou lucros de 264,3 milhões de euros é uma companhia aérea com base no Aeroporto Internacional de Hong Kong, região administrativa especial da China, situada no Delta do Rio das Pérolas e ligada por uma ponte ao território vizinho de Macau, onde o português é uma das línguas oficiais.

A HK Express integra presentemente o Grupo HNA, juntamente com cinco transportadoras da China continental: a Air Guilin, a Beijing Capital Airlines, a Lucky Air, a Urumqi Air e a West Air.

Este acordo surge numa altura em que o conglomerado chinês, com interesses em diversos sectores económicos na China e no estrangeiro, passa por uma profunda reestruturação, face aos grandes prejuízos que tem registado. Isso tem levado os seus responsáveis a alienarem alguns ativos. Esta situação pode levar também a Hainan a vender a parte que detém na Hong Kong Airlines, outra companhia aérea do território, que representa cerca de um terço do capital da mesma.

Se o negocio se concretizar o Grupo Cathay Pacific passará a contra com três companhias: a Cathay Pacific, que tem a maior quota de mercado (market share) em Hong Kong (30,5% relativo a partidas em 2018); a Cathay Dragon, que é a segunda com 15,8%; e a HK Express, com cinco por cento. Juntas, as três transportadoras terão 51,3% do tráfego à partida da antiga colónia britânica do Oriente.

A HK Express tem uma frota de 24 aviões Airbus e voa para 26 destinos em nove países na Ásia. No ano passado transportou cerca de 15 milhões de passageiros.

Portanto, se tudo decorrer conforme o agora anunciado, três das quatro companhias aéreas de Hong Kong serão controladas pela Cathay Pacific, uma questão que alguns analistas financeiros dizem poder chocar com as leis nacionais, face à pouca concorrência que passará a haver, no transporte aéreo, na Região Administrativa Especial de Hong Kong. Uma questão que, naturalmente, será analisada pelos departamentos oficiais competentes, até à conclusão do negócio, no final deste ano.

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