Desastre com Antonov An-26 na Ucrânia matou 26 pessoas

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Um avião de transporte Antonov An-26 da Força Aérea Ucraniana incendiou-se na noite desta sexta-feira, dia 25 de setembro, na localidade de Kharkiv Oblast, próximo da cidade de Chuguyey, no leste da Ucrânia, tendo morrido 26 dos 28 ocupantes, confirmaram as autoridades militares no balança mias recente sobre a tragédia, na manhã deste sábado. Há dois sobreviventes.

O avião transportava estudantes da Academia da Força Aérea Ucraniana, situada em Kharkiv, que efetuavam um voo de treino, de pousos e descolagens, no Aeroporto da Base Aérea onde está instalada a escola, também designada por Universidade das Forças Armadas da Ucrânia.

Segundo o ministro da Defesa o comandante da aeronave terá detetado uma avaria num dos dois motores do aparelho e solicitou uma aterragem de emergência, cerca de sete minutos antes do impacto do An-26 a dois quilómetros do aeroporto militar de Chuguiv, perto de Kharkiv. O avião terá pousado numa área plana, mas irregular, junto de uma estrada, mas quebrou os trens de aterragem. Um incêndio de grandes proporções consumiu o avião e matou 26 pessoas, que ficaram presas na cabina da aeronave. A bordo seguiam 20 estudantes e sete tripulantes. Os estudantes não estavam envolvidos na operação. Seguiam apenas como passageiros e o voo fazia parte do seu programa curricular.

Na sexta-feira, à noite havia notícia de dois sobreviventes, que eram dois estudantes, mas infelizmente um deles, que estava gravemente ferido, não resistiu e faleceu na manhã deste sábado, dia 26, num hospital militar ucraniano. Segundo o comunicado do Ministério da Defesa, o balanço oficial é de 26 mortos e um sobrevivente, que está hospitalizado.

“A Ucrânia perdeu 26 dos seus filhos”, escreveu o Presidente da República Volodymyr Zelensky na sua página da rede social ‘Facebook’, que declarou este sábado como de luto nacional.

O avião sinistrado tinha 43 anos de serviço. Foi construído em 1977, mas segundo as normas ainda em vigor na Ucrânia, poderia voar mais três anos, até ser sujeito a uma nova grande revisão técnica. Pertencia a uma grande frota de aviões militares de transporte Antonov, que foram construídos ainda durante a era soviética, e que estão espalhados por todo o mundo, nomeadamente nas repúblicas que integraram o ex-bloco soviético, e na África e na Ásia, em missões logísticas de transporte de carga e de abastecimento a populações com carências alimentares e em missões humanitárias.

 

 

  • Notícia corrigida no dia 1 de outubro de 2020

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