Evolução do movimento de passageiros garante evolução estável das companhias aéreas brasileiras

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As companhias aéreas integradas na Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) produziram 87,6 mil milhões de RPKs no mercado doméstico em 2013. O número representa uma alta de 6,5% em relação aos 82 mil milhões de RPKs contabilizados pelo grupo ao longo de 2012. O índice RPK (multiplicação da quantidade de passageiros pagantes transportados pela quantidade de quilómetros voados) é o mais significativo da aviação mundial por incorporar tanto a quantidade de pessoas transportadas como as distâncias percorridas, e representar a demanda por transporte aéreo de passageiros.
O desempenho está próximo ao registado na temporada anterior, confirmando a tendência de estabilidade apontada pela ABEAR. “Considerando as últimas projeções do crescimento do PIB nacional, as nossas associadas, a despeito da alta dos custos do sector, realizaram um excelente trabalho”, avalia o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz, em alusão à taxa histórica de expansão do sector de 2,5 vezes em relação ao ritmo de crescimento da economia do país.
No índice ASK (assentos-quilómetros disponíveis, que representa a oferta de assentos), o crescimento em 2013 foi de 2%, passando de 112 mil milhões para 115 mil milhões de vagas/voo – o que está dentro da estratégia de oferta das empresas. Com isso, o factor médio de aproveitamento (assento preenchido) subiu 3,2%, atingindo 76,1% e mantendo a trajetória continuada de melhoria do sector. O número total de passageiros transportados em 2013 foi de 77,4 milhões.
Para o sector, o comportamento do ano foi típico. “Os meses de Janeiro, Julho e Dezembro apresentaram tráfego forte”, analisa o consultor técnico da ABEAR, Adalberto Febeliano. Ele lembra que o número de passageiros transportados pelas associadas ABEAR é inferior ao compilado pela ANAC, que inclui em suas estatísticas os resultados da aviação geral e de outras empresas regulares não-associadas.
Em termos de participação de mercado, a TAM figura como líder, respondendo por uma parcela de 40,16% do total. É seguida pela Gol, com 35,63%; pelo grupo Azul/Trip, com 17,01%; e pela Avianca, com 7,2%. Em relação a 2012, a Azul/Trip ganhou 1,7% de participação, enquanto a Avianca avançou 1,53%.
“Fazemos transporte de massa e voar em um país com as proporções do Brasil deve ser um ato cada vez mais corriqueiro. Poderíamos ter chegado além, pois ainda enfrentamos questões como preço do combustível e alta carga tributária, que estão contempladas nos planos de crescimento até 2020, quando devemos dobrar o número de passageiros transportados”, conclui Sanovicz.

Notícia distribuída pela Agência ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas)

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