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FastJet corre o risco de insolvência se não obtiver injeção de capital urgente

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A Fastjet, companhia de baixo custo criada no continente africano por Sir Stelios Haji-Ioannou, o fundador da EasyJet, está em risco de parar a sua atividade nos países onde está a operar, incluindo a República de Moçambique, onde desde há poucos meses assumiu algumas rotas domésticas.

A companhia aérea que começou a voar em 2012 está praticamente sem dinheiro e as perspectivas são muito pessimistas, pois se nenhum dos atuais acionistas colocar dinheiro na empresa esta corre o sério risco de encerrar por insolvência.

Um texto divulgado pelo site ‘Routesonline’ diz que foram os atuais responsáveis pela Fastjet que admitiram que “o grupo corre o risco de não conseguir continuar negociando em continuidade”.

“Embora as discussões iniciais com certos acionistas tenham sido positivas, as discussões estão em andamento, mas não há garantia de um resultado bem-sucedido”, acrescentou a fonte.

O objetivo declarado pelos promotores da Fastjet, inicialmente com sede na Tanzânia, era tornar-se na primeira companhia aérea pan-africana de baixo custo do continente. No entanto, a operadora foi atingida por uma série de disputas de controlo desde que foi fundada, há seis anos, incluindo a saída de Sir Stelios Haji-Ioannou, que cedeu em 2016 a presidência executiva a Nico Bezuidenhout, um antigo quadro da South African Airways (SAA), onde chegou a ocupar funções de vice-presidente executivo.

A Fastjet agora tem apenas 3,3 milhões de dólares norte-americanos em caixa, dos quais um milhão e 750 mil estão retidos no Zimbabué e não são facilmente acessíveis. Se a arrecadação de fundos entre os acionistas não for bem sucedida, a Fastjet disse que poderia fracassar e a negociação das suas ações serem suspensas no mercado de Londres, para onde a companhia transferiu a sua sede administrativa.

Durante 2017, a companhia aérea transportou 535.363 passageiros, tendo registado nas suas viagens uma ocupação média de 71% da capacidade disponível dos seus aviões, acima dos 54% verificados em 2016.

A frota da FastJet no ano passado era constituída por três aeronaves Airbus A319 e uma Embraer E190 com locação no início de 2017, mas os Airbus A319 foram devolvidos ao lessor e substituídos por dois aparelhos Embraer E190 de 104 assentos em janeiro de 2018.

Em abril passado, a Fastjet obteve um empréstimo de 12 milhões de dólares norte-americanos do grupo africano Solenta Aviation Holdings, a quem se associou para financiar a compra de três turboélices ATR 72-600, com os quais pretendia voar em Moçambique. As linhas domésticas neste país do Índico, entretanto, estão a ser voadas com aviões EMB145.

Aguarda-se o desenrolar dos próximos dias em que será decidido o futuro da Fastjet.




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