Governo pede rapidez à ANA na execução dos investimentos necessários no Aeroporto de Lisboa

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O ministro das Infraestruturas, João Galamba, disse que “está na hora de a ANA fazer os investimentos” no aeroporto de Lisboa, uma vez que estão a ser resolvidos os problemas de descongestionamento do espaço aéreo.

“Este investimento [novo sistema de controlo de tráfego aéreo] juntamente com processos que estamos a tratar com a Força Aérea, no sentido de descongestionar e libertar espaço aéreo na área de Lisboa, permitem melhorar a operação e permitem também criar condições para que a ANA cumpra o seu contrato de concessão e execute, com a maior brevidade possível, as obrigações de investimento específicas que constam do anexo nove e também as obrigações genéricas do seu contrato de concessão, em que basicamente a ANA está obrigada a fazer investimentos necessários para acompanhar a procura”, disse aos jornalistas o ministro das Infraestruturas, João Galamba.

O governante falava nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração do sistema de gestão de tráfego aéreo ‘Topsky’ e da sala de operações de controlo de tráfego aéreo, no Centro de Controlo de Tráfego Aéreo de Lisboa, da NAV Portugal (nossa foto de abertura).

“Muitas vezes a ANA dizia que não fazia os investimentos [no aeroporto de Lisboa] sem a resolução destes problemas. Estamos a resolver os problemas, está na hora de a ANA fazer os investimentos”, vincou o ministro.

João Galamba explicou que estão a ser discutidas com a Força Aérea Portuguesa (FAP) “questões de espaço aéreo” e também “pequenas melhorias no espaço físico”.

O ministro sublinhou que o Aeroporto Humberto Delgado “continuará a ser, durante os próximos tempos, o único” aeroporto em Lisboa, e, por isso, “importa, obviamente, melhorar, na medida do possível, a operação”, não tanto em termos de aumento de capacidade, mas de redução dos atrasos.

“Muitos dos constrangimentos operacionais e os famosos atrasos da TAP devem-se, sobretudo, a dificuldades e constrangimentos existentes no aeroporto de Lisboa”, lembrou Galamba.

O projeto ‘Topsky’, comum a mais outros seis países e coordenado pelo Eurocontrol, foi apresentado pela NAV em 2019 e prevê um investimento de 103,8 milhões de euros, dos quais 5,56 milhões para obras e reabilitação total da sala com o objetivo de substituir o antigo sistema, LISTAM, em utilização desde 2001.

Pedro Roque Ângelo, administrador da NAV Portugal, assinalou, no discurso durante a cerimónia, que se trata de um “enorme salto tecnológico” e que estão já a ser preparados novos projetos, como as novas torres em Cascais, Madeira e Lisboa, “todas a ser equipadas com o novo sistema ‘Topsky Tower’, em desenvolvimento”.

O presidente executivo (CEO) da ANA – Aeroportos de Portugal disse, em 9 de dezembro, acreditar que as obras no aeroporto de Lisboa, que vão permitir aumentar a eficiência, num investimento de 200 a 300 milhões de euros, podem avançar no final de 2023.

Thierry Ligonnière avançou estas informações durante o 47º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), em Ponta Delgada, São Miguel, nos Açores (LINK notícia relacionada).

“O projeto desta primeira fase da expansão do aeroporto de Lisboa – que não é uma expansão de capacidade, porque isso implica licenciamento ambiental – […] coloca em cima de mesa a exequibilidade do aumento de capacidade no aeroporto de Lisboa”, disse o responsável.

“É um projeto de 200 a 300 milhões de euros que conta com a criação de uma nova placa de estacionamento com possibilidade de colocar os aviões em contacto com a infraestrutura […], permite também expandir o Terminal 1 para Sul com mais de dez portas de embarque para termos assim o embarque e o desembarque através das pontes telescópicas”, afirmou. “Isto é um salto importante no aeroporto de Lisboa”, sublinhou o CEO da concessionária aeroportuária.

  • Foto de abertura © NAV Portugal

 

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