Governo Português admite alienação total do capital do Estado na TAP

O Governo Português admite que a alienação do capital da TAP pode ser parcial ou total, um processo ainda em curso, mostrando-se seguro de que a bandeira portuguesa continuará na fuselagem dos aviões da companhia aérea nacional.

“A grande prioridade que temos é que seja mantida a estabilidade necessária para que possa decorrer em bom termo o processo de alienação parcial ou total da participação do Estado na empresa”, afirmou nesta quarta-feira, dia 11 de janeiro, o primeiro-ministro António Costa, durante o debate sobre política geral, na Assembleia da República, em Lisboa.

O primeiro-ministro respondia às questões do deputado do partido Chega, Filipe Maia, que apelou à demissão da administração da empresa: “Demita urgentemente a administração da TAP, antes que a administração da TAP o demita a si”.

O parlamentar desafiou António Costa, questionando como é que “uma senhora” (referindo-se à presidente da TAP) “consegue demitir um ministro, duas secretárias de Estado e deixa outro ministro à porta da demissão”, invocando ainda o que classificou como um “ano de 2022 catastrófico para a empresa”.

António Costa reiterou que o executivo aguarda a apresentação de resultados da empresa relativos ao exercício do ano passado, mas mostrou-se confiante.

“Os resultados que temos conhecimento não apontam no sentido dessa catástrofe que indica. Pelo contrário, a indicação que temos neste momento é que em 2022, porventura, a TAP atingiu resultados que de acordo com o plano de reestruturação só estavam previstos para daqui a uns anos. Vamos aguardar pelos resultados finais”, disse António Costa.

O primeiro-ministro mostrou-se ainda confiante de que a bandeira portuguesa continuará a fazer parte da frota de aviões da companhia aérea.

“Eu não sei se é mesmo nas asas, se é no corpo do avião, se é na cauda. Estou certo e seguro que a bandeira verde e vermelha continuará a decorar os aviões da TAP”, disse, após o deputado do Chega ter lamentado a injeção de dinheiro na companhia e depois “lá pôr uma bandeira alemã, francesa ou de qualquer outra nacionalidade que não vai servir os portugueses, e não fará a ligação às comunidades”.

Neste debate, o primeiro-ministro António Costa confirmou que a TAP contratou uma empresa consultora internacional que já fez uma análise ao mercado de potenciais interessados no capital do Estado na companhia aérea.

“A TAP contratou uma consultora que já fez uma consulta ao mercado de potenciais interessados”, afirmou António Costa no debate sobre política geral, em resposta ao deputado da IL Carlos Guimarães Pinto.

António Costa respondia ao parlamentar Carlos Guimarães Pinto, da Iniciativa Liberal, que tinha questionado “que passos é que foram dados e quem é que deu esses passos para o processo [de alienação da TAP] estar em curso”.

 

  • Notícia distribuída pela agência noticiosa ‘Lusa’ e publicada na imprensa generalista portuguesa

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