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Grupo HNA perde 143 milhões de dólares com o investimento feito na Azul


O grupo chinês Hainan Airlines (HNA) vendeu a um grupo de investidores norte-americanos o remanescente da participação que detinha na Azul Linhas Aéreas Brasileiras por 306,25 milhões de dólares, noticiou nesta sexta-feira, dia 10 de agosto, a revista ‘Airways Magazine’ na sua edição online.

Em 2016, o grupo chinês tinha pago 450 milhões de dólares por uma participação de 23,7% na companhia brasileira fundada por David Neeleman, como parte de um grande investimento exterior, que atingiu os 50 mil milhões (bilhões no Brasil) de dólares e que incluiu participações na TAP Air Portugal e nas companhias Aigle Azur (França), Comair (África do Sul), MyCargo Airlines (Turquia) e Virgin Australia, além da empresa de leasing Avolon.

O Grupo HNA confirmou que vendeu agora 19,3 milhões de ações da Azul que estavam depositadas nos Estados Unidos da América por 16,15 dólares cada. Em junho passado, o grupo HNA começou a vender as ações que detinha na Azul (então com uma participação de 17% no capital da companhia brasileira), que, a preços atuais de mercado, representaria um negócio de 320 milhões de dólares. Fazendo os cálculos, e depois de cobrados os valores das transações financeiras, o grupo chinês perdeu com o negócio da Azul mais de 143 milhões de dólares.

O conglomerado chinês HNA está numa fase de reestruturação do seu capital e dos seus ativos, face a uma dívida enorme provocada por perdas operacionais avaliadas em cerca de 94 mil milhões (bilhões) de dólares.

O grupo chinês está a redirecionar os seus investimentos para a China e presentemente é acionista e controlador de diversas companhias aéreas chinesas, nomeadamente: Beijing Capital Airlines, Fuzhou Airlines, Hainan Airlines, HK Express, Hong Kong Airlines, Tianjin Airlines e Air Urumqui.

As dificuldades sentidas no grupo estão a provocar o adiamento da entrega de diversos aviões, por parte da Airbus. A construtora confirmou os atrasos, mas disse que a situação deverá estar normalizada em 2019.

Os problemas económico-financeiros que têm atingido o conglomerado chinês, até agora acionista da Azul, não terão quaisquer repercussões na companhia brasileira, que pretende consolidar a segunda posição no mercado nacional, como empresa aérea de base nacional, destaca a revista ‘Airways Magazine’. Presentemente, a Azul tem uma frota de 126 aviões – 17 A320neo, sete A330-200, 64 jatos Embraer E1 e 38 turboélices ATR 42/72. Durante o último Salão Aeronáutico de Farnborough, no Reino Unido, formalizou uma encomenda de 21 aviões Embraer E195-E2, cuja primeira será lançada pela companhia brasileira.

Entretanto, a Azul já confirmou que o primeiro dos cinco novos Airbus A330-900neo será entregue durante o último trimestre deste ano, tal como acontecerá com a TAP Air Portugal, companhia da qual a Azul é acionista através do cruzamento de participações no consórcio ‘Atlantic Gateway’, que detém a maior participação privada na companhia portuguesa (45%) e de que é sócio o empresário David Neeleman.




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