Ilha do Príncipe confiante na retoma dos voos da TAAG com Cabo Verde e São Tomé

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O presidente do governo regional da Ilha do Príncipe (República Democrática de São Tomé e Príncipe), Filipe Nascimento, disse, nesta quarta-feira, dia 6 de julho, na cidade da Praia (ilha de Santiago, Cabo Verde), esperar a retoma dos voos diretos da companhia angolana TAAG, considerando que são “estratégicos” para dinamizar as relações empresariais com Cabo Verde.

“Há uma grande esperança na retoma das viagens da TAAG, que ligam Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, num percurso triangular”, disse Filipe Nascimento na cidade da Praia, após ser recebido pelo presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Austelino Correia.

Há pouco mais de um ano Filipe Nascimento esteve em Cabo Verde, tendo na altura pedido o apoio dos empresários cabo-verdianos à industrialização daquela ilha e o aumento das exportações como alternativa ao turismo.

O dirigente disse que o repto continua de pé, mas considerou que o desafio que se coloca é a falta de uma ligação direta entre os dois arquipélagos, que contaria com apoio de Angola.

“Esta via, para nós, seja para São Tomé, seja para o Príncipe em particular, é extremamente estratégica e importante, porque é mais direto e também mais barato”, constatou Nascimento, que lidera aquela região autónoma de São Tomé e Príncipe desde agosto de 2020.

A transportadora aérea angolana TAAG realizava voos diretos de Luanda para a ilha do Sal, suspensos desde o início da pandemia de covid-19, não sendo conhecida qualquer intenção ou prazo de retoma.

Em março, os primeiros-ministros de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, e de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, apontaram a possibilidade de retoma das ligações aéreas diretas entre os dois arquipélagos envolvendo Angola, numa solução “tripartida” que garanta a “rentabilidade” da operação.

“Estamos a acompanhar com muita expectativa, estamos a olhar para isto como um indicador que irá estimular em grande medida essa relação empresarial”, considerou o presidente do governo regional do Príncipe, ilha onde cerca de 80% da população é cabo-verdiana ou descendente deste arquipélago.

 

Filipe Nascimento garantiu que já há várias empresas cabo-verdianas “com intenção” e com necessidade de expandir o seu negócio para São Tomé e Príncipe, que disse tem fomentado a atração de investimento direto estrangeiro, sobretudo privado, para complementar as ações do Estado.

“Vejo potencial das empresas cabo-verdianas de se poderem internacionalizar e, havendo legislação propensa ao investimento, naturalmente que estamos sempre de braços abertos para receber os investidores que escolham, seja o país, seja a região autónoma do Príncipe em particular, para o seu investimento”, afirmou, esperando que esses “bons sinais” vindos de Cabo Verde sejam concretizados com a retoma das ligações aéreas diretas.

Filipe Nascimento é um jovem quadro natural do Príncipe, de ascendência cabo-verdiana e formado em Direito em Portugal, que durante vários anos trabalhou na Câmara Municipal de Oeiras, na área metropolitana de Lisboa.

 

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