Madeira pretende proibir chegadas de voos diretos de países estrangeiros

O Governo Regional da Madeira anunciou na tarde desta sexta-feira, dia 13 de março, que pretende proibir a aterragem de aviões que efectuem voos diretos provenientes de países europeus, com contaminação activa, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, nos aeroportos das ilhas da Madeira e do Porto Santo, nos próximos sete dias.

Trata-se de uma medida adicional ao pacote anunciado na quinta-feira, dia 12, para fazer face à propagação da pandemia provocada pelo novo coronavírus, também conhecida por Covid-19. A declaração foi feita por Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional madeirense, durante uma conferência de imprensa, realizada na tarde desta sexta-feira, na cidade do Funchal. A Madeira aguarda resposta por parte do Governo da República, a quem compete em última instância, ativar esta proibição.

Segundo apurou o ‘Newsavia’ trata-se de uma medida extrema, defendida pelos médicos madeirenses e responsáveis pelo sector da Saúde e por alguns empresários regionais, que temem que a ocorrência de infetados nas ilhas do arquipélago da Madeira, uma região autónoma portuguesa no Oceano Atlântico que vive essencialmente do turismo, possa ter efeitos muito nocivos no futuro. Entre camas hoteleiras e de alojamento local, as duas ilhas têm capacidade para acolher cerca de 50 000 turistas por dia.

Nas medidas anunciadas na quinta-feira, além do encerramento das escolas e de alguns serviços públicos e estabelecimentos de diversão, foi também proibida a atracagem no Porto do Funchal, até final do corrente mês de março, de vários paquetes de cruzeiros que deveriam trazer até à ilha em permanências de entre 12 a 48 horas cerca de 70 mil turistas e tripulantes.

Os empresários da hotelaria dividem-se quanto à aceitação desta proibição de aterragem de aviões, cuja maioria voa ao serviço de operadores turísticos europeus. Os que criticam a medida governamental defendem que a triagem dos viajantes deveria ser feita na Madeira, por que, conforme agora anunciado, o pacote turístico será mais caro, aumentando os custos dos operadores e dos turistas, dada a inevitável escala em Lisboa ou no Porto. Uma possibilidade muito grande de desvio de fluxos turísticos, que custaram muito para direcionar para a Madeira.

O Governo Regional da Madeira disponibilizou um primeiro pacote com uma verba de 75 milhões de euros para acorrer às empresas que por via das restrições tomadas  sejam prejudicadas.

As medidas anunciadas têm por objectivo a preservação da saúde dos madeirenses e residentes na Região Autónoma, justificou Miguel Albuquerque.

 

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