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Moçambique tem contatos adiantados com companhias aéreas internacionais


 

A aviação civil e os aeroportos, e de uma maneira particular a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) e a nova plataforma aeroportuária criada recentemente após a abertura do Novo Aeroporto de Nacala, foram pontos abordados pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, na sua recente viagem de Estado ao Reino dos Países Baixos (Holanda).

A imprensa moçambicana noticia nesta segunda-feira, dia 22 de maio, que Filipe Nyusi, falou a investidores holandeses acerca das possibilidades de investimento no País, indicando explicitamente a companhia aérea estatal, adentro de um pacote possível e abrangente das companhias aéreas e dos aeroportos, áreas que estão abertas ao investimento estrangeiro. Uma cooperação desejada e bem vinda, pois é o futuro do País e do Povo Moçambicano a cooperação depende do bom funcionamento dos transportes e acessibilidades para o seu desenvolvimento e progresso.

O Governo está à procura de um parceiro para investir na empresa Linhas Aéreas de Moçambique de modo a torná-la competitiva a nível nacional e internacional, segundo deu a conhecer o Chefe de Estado, Filipe Nyusi no final da sua visita ao Reino dos Países Baixos.

“A ideia é transformar a LAM de forma a que as linhas aéreas moçambicanas sejam mais atuantes e mais interventivas. Existem muitos mais contactos a acontecer, para convidar algumas empresas com renome e musculatura financeira, com know-how na área, capazes de atrair o mercado internacional”, disse o governante africano.

No último dia da visita Filipe Nyusi adiantou que há já respostas concretas e que nos próximos dias, em Maputo, poderão ser conhecidos alguns dos candidatos interessados.

O Governo está igualmente à procura de uma companhia aérea que possa transformar o Aeroporto Internacional de Nacala, na província de Nampula, norte do país, no seu hub regional ou internacional. Trata-se de um polo importante de desenvolvimento, dado que Nacala é o ponto de saída do minério que se produz em Moçambique, através do seu porto e, também o ponto de chegada e partida do Corredor de Nacala uma linha férrea com milhares de quilómetros que serve diversos países fronteiriços.

A LAM tem sido notícia nos últimos meses por algumas deficiências graves na prestação de serviço aos seus passageiros, motivadas também pela falta de equipamento disponível para assegurar as diversas linhas regulares que efetua em Moçambique e países vizinhos. Desde a semana passada que a sua frota está praticamente toda a funcionar. O presidente da empresa disse na semana passada, numa conferência de imprensa, em Maputo, que apenas o Boeing 737-500 continuava em manutenção técnica na África do Sul. Todos os restantes aviões estavam já operacionais. Recorde-se que a companhia chegou a ter mais de metade da frota em manutenção.

Na semana passada houve uma boa notícia para a aviação comercial no Pais, não obstante a agitação das últimas semanas: Moçambique e as companhias aéreas moçambicanas saíram da ‘lista negra’ da União Europeia para onde tinham entrada em 2011 (LINK notícia relacionada).

“Mas ainda não está vencida a guerra, apenas uma batalha”, como bem referiu uma notícia veiculada pela ‘Voz da Alemanha’, em despacho de Maputo. Se as companhias nacionais quiserem voar no espaço europeu, como anteriormente o fazia a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), terão ainda de passar por mais uma prova de fogo: solicitar uma auditoria à EASA.

O comandante João Abreu, presidente do Instituto de Aviação de Moçambique (IACM), explicou que “as companhias moçambicanas que [depois de saírem da lista negra da UE] queiram voar para a Europa terão de fazer a submissão de uma candidatura para que sejam auditadas através da EASA [Agência Europeia de Segurança Aérea] para se verificar se cumprem com os requisitos”.

 


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