No fly zone? Quais as regiões do mundo mais perigosas para voar

Os viajantes sabem que viajar de avião é inevitável em muitas partes do mundo – se quiser visitar a Indonésia e as suas quase 18 mil ilhas, terá provavelmente que utilizar voos domésticos. Por isso, é importante que saiba em que países as condições de segurança das companhias aéreas podem fazê-lo pensar duas vezes antes de empreender a sua viagem. São estas as regiões e os países do mundo onde pode ser muito perigoso voar:

África – Todos os reguladores aéreos concordam que o continente africano é um problema sério. O estudo de cinco anos da IATA revela que o rácio de acidentes em África é de 12.45 por milhão de voos – mais do dobro do que em qualquer outra região e muito acima da média global de 2.48. Muitas nações africanas – incluindo Angola, Djibouti, Eritreia e Serra Leoa – têm sido criticadas pelos reguladores internacionais por questões de segurança. As companhias aéreas destes quatro países receberam cartões vermelhos da ICAO (Organização Internacional da Aviação Civil) por causa de questões de segurança e da sua capacidade para inspeccionar os seus aviões. Os aparelhos destes quatro países estão proibidos de voar na Europa (à excepção da TAAG, para Lisboa), tal como de outras 11 nações africanas, como o Congo, a República Democrática do Congo, o Sudão e a Libéria.

CIS – Confederação de Estados Independentes – De acordo com a IATA, a Confederação de Estados Independentes (CIS), formada pelos países da antiga União Soviética, tem um rácio de acidentes de 5.92. A região tem sido problemática há vários anos. Em 2011, a Sky News rotulou a Rússia como “o lugar mais perigoso do mundo para voar”. Entretanto, o Casaquistão entrou para a lista negra das companhias proibidas de voar na Europa e a ICAO mostrou um “cartão vermelho” à Georgia. Adicione-se o abate do voo MH17 da Malaysia Airlines sobre a Ucrânia, no ano passado, e é por isso que esta região continua a ser perigosa.

Médio Oriente – Embora seja a base de algumas das mais luxuosas e melhor geridas companhias aéreas do mundo, como a Qatar e a Emirates, a região no seu todo tem sentido problemas, incluindo no capítulo da segurança aérea. O seu rácio de acidentes é de 5.43. As companhias aéreas do Afeganistão e da Líbia não são bem vindas na Europa e o Líbano levou um “cartão vermelho” da ICAO.

América Latina e Caraíbas – Obtiveram um rácio de 3.36 nos últimos cinco anos. Países como a Nicarágua, Uruguay, Barbados, Curaçau e Saint-Martin foram classificadas pela FAA (Federal Aviation Administration) como Categoria 2 e a ICAO deu um cartão vermelho ao Haiti.

Ásia-Pacífico – Esta região tem um rácio de 2.76, ligeiramente acima da média de 2.48, mas os recentes acidentes revelam-se preocupantes. As companhias aéreas do Nepal não são bem vindas na Europa e a Bangladesh Airlines é Categoria 2 nos Estados Unidos. A Indonésia – onde se registou esta semana mais um acidente – está nas listas negras americana e europeia. No ano passado, um especialista em estatística do MIT disse ao “New York Times” que, na última década, o rácio de mortes em acidentes de avião na Indonésia era de 1 por cada milhão de passageiros embarcados – 25 vezes mais do que o rácio dos Estados Unidos.

No estudo da IATA sobre os acidentes de avião ocorridos no espaço de cinco anos – de 2009 a 2013 – apurou-se que a média mundial foi de 2.48 acidentes por milhão de voos. Três regiões tiveram acidentes abaixo da média: Ásia Norte (0.82), que inclui China, Vietname, Coreia do Sul e Japão; América do Norte (1.38); e Europa (2.03). Por sua vez, a ICAO afirma que 2014 foi o segundo ano com o rácio mais baixo desde que a organização faz este cálculo: 3.0 acidentes por cada milhão de partidas. E o rácio de 2014 só aumentou, relativamente aos 2.8 de 2013, em larga medida, por causa das tragédias com os aviões da Malaysia Airlines na Ucrânia e no Oceano Índico.

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