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Nova empresa de transporte aéreo para apoio logístico às explorações de gás natural em Moçambique

Estão em curso negociações tendentes à criação de uma empresa de transporte aéreo com o objecto de prestar serviços de apoio logístico às companhias operadoras dos blocos de exploração de gás natural na Bacia do Rovuma – ENI e, eventualmente, Anadarko.

A ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos), que tem o estatuto de concesssionária nacional, terá uma participação qualificada no capital da nova empresa, mas está prevista a entrada de outros parceiros, entre os quais a SONAIR, ligada à SONANGOL (empresa petrolífera de Angola), e outros, ainda incertos.

Mário Conde, antigo presidente do Banesto, tem ultimamente visitado Maputo, que informações abalizadas relacionam com a venda de helicópteros destinados à nova empresa, mas, supostamente, também uma participação no capital da mesma.

A primeira viagem de Conde ocorreu em coincidência temporal com uma de duas visitas privadas a Maputo do vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente – a última das quais em Agosto de 2013.

Esta coincidência tem dado azo a conjecturas segundo as quais o envolvimento de Conde terá sido “facilitado” por Manuel Vicente, embora a missão de bons ofícios deste tenha consistido em “apresentar” a SONAIR como parceira da nova empresa.

A ENH Procurement é o interlocutor de Mário Conde nas negociações tendo em vista a venda dos helicópteros. O encaminhamento final do projecto de criação da nova empresa está dependente da sua certificação como operador aéreo pela autoridade competente, o IACM (Instituto de Aviação Civil de Moçambique).

A ENH tem prometido diligenciar nesse sentido, mas o seu propósito não goza de aceitação entre operadores aéreos nacionais instalados, que alimentavam a expectativa de virem a aproveitar a oportunidade.

As perspectivas de desenvolvimento próximo da produção de gás natural têm vindo a introduzir uma dinâmica nova ao mundo dos negócios em Moçambique. O fenómeno está reflectido em particularidades como um aumento nítido de visitas de homens de negócios estrangeiros, mas também no surgimento na própria economia interna de iniciativas relacionadas com as novas expectativas.

Magid Osman, ex-ministro das Finanças, criou uma empresa, Eaglestone, da qual é presidente, cujo negócio, aparentemente envolvendo interesses sul-africanos conotados com Jacob Zuma, se baseia no lóbi do gás natural. Presta serviços à ENI, GALP e BES. Magid Osman esteve, antes, ligado ao BCI, um projecto em que teve como parceiros a CGD e o BPI; a seguir foi representante da GALP para os seus interesses na exploração do gás natural.

(Notícia publicada no Jornal “A Verdade” de Moçambique www.verdade.co.mz)

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