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Novo Presidente do México organiza referendo ilegal sobre novo aeroporto

A continuação da construção do novo Aeroporto Internacional da Cidade do México foi rejeitada, numa consulta popular (ilegal), por 69,95 por cento dos votantes, anunciaram fontes do gabinete do novo Presidente da República (eleito, mas ainda não empossado), que promoveu o escrutínio.

Segundo uma nota da assessoria de imprensa, depois de contados cerca de 98,18% dos votos depositados em urna, 310.463 votantes manifestaram-se pela continuação da construção do novo aeroporto em Texcoco, e 747.000 votaram a favor dos estudos para expansão de uma estrutura aeroportuária em Santa Lucia, presentemente um aeroporto militar capaz de oferecer uma alternativa mais barata do que o projeto de Texcoco, considerado uma gigantesca infraestrutura, não obstante estar já com um terço das obras efectuadas.

Este referendo anunciado e implementado pelo novo Presidente da República do México, Andres Manuel Lopez Obrador, desde a sua recente eleição, teve um impacto controverso entre a população mexicana e, nomeadamente, em sectores relacionados com a aviação comercial no país.

Durante várias vezes, na sua campanha para as eleições presidenciais, Lopez Obrador, criticou a obra do mega-aeroporto, cujo projeto, em desenvolvimento e construção, está orçamentado em cerca de 13 mil milhões de dólares, cerca de 11,4 mil milhões de euros.

As críticas do novo Presidente da República resultaram do gigantismo da construção, do seu impacto ambiental, dos seus altos custos e das diversas suspeitas de esquemas de corrupção na atribuição de contratos, denunciou o mandatário mexicano.

Mais curioso de todo este processo é que Lopez Obrador só tomará posse no próximo dia 1 de dezembro e este escrutínio (que decorreu em 1.073 mesas de votação), e que o novo Presidente pretende ter valor definitivo e ser a voz da população mexicana, foi orientado por entidades que legalmente não têm poder para este tipo de consultas à população. Um processo vivamente criticado pelas suas irregularidades e pela sua duvidosa legalidade.

Segundo sondagens publicadas na imprensa mexicana cerca de 55% dos mexicanos pretendem continuar com as obras do novo Aeroporto da Cidade do México em Texacoco, uma maioria técnica que contraria a vontade de Lopez Obrador e dos seus apoiantes.

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