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Passageiros da EasyJet viajam de barco entre o Porto Santo e a Madeira


 

Os ventos fortes na zona do Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo provocaram o cancelamento de algumas dezenas de voos e o desvio de aviões que deveriam pousar e descolar naquela estrutura aeroportuária nestes últimos dois dias. Milhares de passageiros estão afetados pelas situações meteorológicas, dado que o aeroporto da ilha está sujeito a um regime de limites operacionais quando a força do vento em determinados sectores da pista ultrapassa os valores definidos pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) portuguesa.

A segunda-feira é o dia de maior movimento na Madeira, nomeadamente com voos de aeroportos britânicos que renovam os contingentes de turistas que procuram a ilha atlântica para férias durante todo o ano. Infelizmente nos últimos meses tem sido um dos dias mais afetados pelo vento forte nos vales dos concelhos de Santa Cruz e de Machico, onde está construído o aeroporto.

Nesta terça-feira, dia 3 de outubro, o dia não foi melhor que o anterior e muitos passageiros e aviões que aguardavam melhoria do tempo em aeroportos das ilhas Canárias, de Lisboa, Faro e também da vizinha ilha do Porto Santo, não puderam chegar à Madeira.

A companhia europeia de baixo custo EasyJet deixou passageiros de voos de Lisboa e do Porto na ilha do Porto Santo, onde foram embarcados ao final da tarde para a cidade do Funchal, na ilha da Madeira, no navio-ferry ‘Lobo Marinho’, que faz a travessia marítima entre as duas ilhas (cerca de duas horas de tempo). A EasyJet tinha 550 passageiros para transferir nos dois sentidos (chegadas e partidas). Outras companhias também aguardaram neste terça-feira que o navio fizesse a transbordo dos passageiros de e para a ilha da Madeira.

Até às 17h00 desta terça-feira, 13 voos, dois dos quais da EasyJet, não aterraram no Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo, e 17 não partiram, segundo o horário da ANA Aeroportos. Durante alguns períodos o vento deu tréguas, permitindo algumas aterragens e descolagens, mas a verdade é que centenas de passageiros aguardam por informações no aeroporto. O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, foi obrigado a cancelar uma deslocação à Região Autónoma da Madeira, que foi adiada para nova data.

Para esta quarta-feira, dia 4 de outubro, a previsão já é melhor. A TAP, que não realizou qualquer voo para a Madeira na terça-feira, está a reprogramar as suas operações, havendo a possibilidade de utilizar, pelo menos numa viagem de Lisboa, um avião Airbus A330-200, cuja lotação é praticamente o dobro dos aviões A319 que são os mais utilizados na rota.

Neste ano têm ocorrido com maior frequência do que em anos anteriores, situações de ventos fortes, com rajadas fora dos limites recomendados. A ANAC promoveu, em Lisboa, há poucos meses, uma primeira reunião entre entidades relacionadas com as operações aeroportuárias na Madeira. Foi criado um grupo de trabalho que tem por objectivo analisar, estudar, e, eventualmente, sugerir novas medidas que possam minimizar os efeitos dos ventos na aterragem de aviões comerciais na ilha. Por enquanto, ainda não há quaisquer indicações do que poderá acontecer, se bem que alguns defendam o alívio das limitações.

 

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