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Portugal adere a um novo sistema de gestão do espaço aéreo europeu

Curso ISEC_Absant fev2018A NAV Portugal assinou nesta quarta-feira, 14 de março, em Lisboa, o acordo de adesão à Aliança COOPANS (Aliança entre os Prestadores de Serviços de Navegação Aérea da Áustria, Croácia, Dinamarca, Irlanda e Suécia). Portugal é o sexto país a juntar-se a esta aliança.

No intuito de fazer face aos desafios tecnológicos colocados aos Prestadores de Serviços de Navegação Aérea pelas Diretivas, requisitos e definições do Céu Único Europeu, bem como ao aumento do tráfego registado ao longo dos últimos anos na Região de Informação de Voo (RIV) de Lisboa, a adesão à aliança COOPANS consubstancia um conjunto de vantagens estudadas e avaliadas ao longo dos últimos anos, informa a empresa pública que tem por missão garantir a prestação segura e eficiente de serviços de navegação aérea.

A cerimónia, que contou com a presença do ministro do Planeamento e das Infraestruturas e o Secretário de Estado das Infraestruturas, teve início com a intervenção do presidente do Conselho de Administração da NAV Portugal, Jorge Ponce de Leão, que efetuou uma retrospetiva deste processo que se iniciou há cerca de oito anos, destacando as vantagens de adesão a esta aliança e os passos que se seguirão até à implementação do novo sistema ATM. “Com a concretização deste passo e a conclusão das tarefas no que concerne a procedimentos e gestão de espaço aéreo, iniciar-se-á no vigésimo ano da sua existência um novo ciclo da NAV Portugal, que permitirá que esta empresa possa assegurar a contribuição que o país lhe exige na viabilização do incremento das acessibilidades aéreas, condição do crescimento da atividade turística e da recuperação económica do País”, referiu.

 

Por seu turno, Thomas Hoffmann, presidente do Conselho de Administração da ‘COOPANS Alliance’, deu a conhecer um pouco da história da aliança COOPANS desde a sua constituição em 2006, o conceito de negócio, a visão e missão, bem como os objetivos já alcançados pelos países que a constituem. A “abordagem da aliança, nomeadamente as parcerias ao nível da indústria, o modo de governança, os desenvolvimentos e a sua implementação em plataformas comuns e harmonizadas” foram outras das matérias abordadas.

“A decisão de aderir à Aliança COOPANS teve como pressuposto estratégico proporcionar à NAV Portugal um melhor posicionamento para fazer face aos desafios tecnológicos e de procedimentos colocados aos Prestadores de Serviços de Navegação Aérea pelas Diretivas, requisitos e definições do Céu Único Europeu”, segundo uma nota da NAV.

No texto lê-se que a adesão visa ainda “fazer face ao forte e imprevisto aumento do tráfego registado ao longo dos últimos anos na Região de Informação de Voo (RIV) de Lisboa”.

“Esta evolução tecnológica que representa o novo sistema de gestão de tráfego aéreo é crucial para permitir à NAV Portugal continuar a fazer face ao forte incremento de tráfego registado na RIV de Lisboa nos últimos anos e deste modo contribuir de forma ativa para o crescimento económico nacional”, lê-se no comunicado de imprensa.

Na aliança COOPANS os membros têm tratamento paritário, as decisões dos órgãos são tomadas por unanimidade e “utilizam um sistema de gestão de tráfego aéreo comum, atualmente já testado e em operação em sete centros de controlo de Tráfego Aéreo”. Esse sistema “tem capacidade para evoluir, num quadro de participação coletiva, mediante a partilha dos respetivos custos e recursos”.

No quadro da adesão, a NAV irá adquirir os direitos de utilização do sistema de gestão de tráfego aéreo comum, “bem como de todas as prerrogativas inerentes a essa utilização, num ambiente de partilha e colaboração com todos os seus parceiros”.

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