Ryanair rompe negociações com a Boeing e critica política de preços

A Ryanair Holdings anunciou nesta segunda-feira, dia 6 de setembro, que as negociações com a Boeing para uma encomenda de aviões 737 MAX 10 terminaram sem que tivesse havido acordo quanto aos preços. Michael O’Leary já contestou a atitude da fábrica norte-americana de aviões e fala que há outros clientes da Boeing a mudar para frotas Airbus.

O grupo de aviação comercial, de matriz irlandesa, que se reclama ser o maior no espaço europeu, receberá mais de 200 aviões Boeing 737-8200 ‘Gamechanger’ durante os próximos cinco anos, até 2025. Com estas entregas a frota da Ryanair irá crescer para mais de 600 aeronaves, que permitirão transportar mais de 200 milhões de passageiros por ano.

“A Ryanair e a Boeing estiveram em discussões sobre uma grande encomenda de aviões Boeing MAX 10 ao longo dos últimos 10 meses. Contudo, na semana passada, tornou-se claro que a diferença de preços entre os parceiros não podia ser ultrapassa e, consequentemente, ambas as partes concordaram em não perder mais tempo com estas negociações”, destaca o comunicado distribuído em Dublin, sede da da Ryanair Holdings.

Michael O’Leary, presidente executivo do grupo, manifestou-se desapontado por as negociações não terem chegado a bom termo. No comunicado comenta que “a Boeing tem uma perspectiva mais optimista em relação aos preços das aeronaves”, enquanto a Ryanair “tem um historial disciplinado de não pagar preços elevados por aeronaves”.

Segundo O’Leary, o Grupo Ryanair tem “uma carteira de encomendas mais do que suficiente para crescer fortemente nos próximos cinco anos com uma frota de Boeing 737, que aumentará para mais de 600 aeronaves, e que permitirá à Ryanair capitalizar as extraordinárias oportunidades de crescimento que estão a surgir em toda a Europa à medida que o continente se recupera da pandemia de covid”.

E no final do comunicado deixa o recado, e eventualmente uma ameaça, à Boeing: “Não partilhamos a perspectiva optimista dos preços da Boeing, embora isto possa explicar porque é que nas últimas semanas outros grandes clientes da Boeing, como a Delta e a Jet2, têm feito novas encomendas à Airbus, em vez da Boeing”.

 

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