SAS inicia processo de falência (Capítulo 11) nos EUA para reestruturar a companhia

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A companhia aérea escandinava SAS, que desde há vários meses vem reportando dificuldades financeiras, anunciou nesta terça-feira, dia 5 de julho, ter dado início a um pedido de falência num tribunal dos Estados Unidos da América (EUA), no quadro de um plano económico em curso.

A medida foi anunciada pela empresa um dia após o começo de uma greve por tempo indeterminado decretada pelo principal sindicato de pilotos da Escandinávia (LINK notícia relacionada).

“Além dos efeitos da greve, as atividades e os planos de voo da SAS não vão ser afetados por esta medida [pedido de falência nos Estados Unidos] e a SAS vai continuar a servir normalmente os clientes”, disse a empresa detida maioritariamente pelos Estados sueco, norueguês e dinamarquês.

Nos EUA, o recurso ao ‘Capítulo 11’ é um dispositivo legal que permite que uma empresa deixe de pagar a dívida incentivando um processo de reestruturação “protegido” dos credores e mantendo as operações em curso.

A SAS conta utilizar o procedimento durante um período de “nove a 12 meses”, disse nesta terça-feira o diretor-geral da empresa, Anko van der Werff, durante uma conferência de imprensa, em Estocolmo.

Uma das vantagens na escolha de proteção nos Estados Unidos, ao contrário do que ocorre em outros países como a Suécia [onde se encontra a sede da empresa] é a manutenção da propriedade dos aviões, explicou o diretor-geral da SAS.

De acordo com a empresa, o ‘Capítulo 11’ norte-americano “visa acelerar a transformação da SAS, implementando os ‘elementos chave’ do plano de economia contínuo (SAS Forward)”.

“Nós temos que fazer muito mais e mais depressa”, disse o presidente do conselho de administração da SAS, Carsten Dilling, acrescentando que se trata de uma decisão “bem ponderada” face a uma “estrutura de custos” muito elevada da empresa.

Fragilizada pelos efeitos da pandemia de covid-19 e pelas perdas recorrentes, a SAS anunciou em fevereiro o plano de poupança de cerca de 750 milhões de euros por ano, reforçado em junho por um plano de aumento capital de mil milhões de euros.

A Dinamarca, que como a Suécia detém 21,8% do capital da companhia, disse estar pronta para assumir uma participação.

A Suécia e a Noruega concordaram transformar os créditos em capital.

 

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