South African Airways quer receber 65,2 milhões de dólares retidos em Angola

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O Governo da República da África do Sul anunciou que vai pressionar o novo Governo da República de Angola, saído das eleições realizadas na semana passada, para receber os 65,2 milhões de dólares norte-americanos que estão retidos em Luanda, devido a dificuldades na exportação de divisas por parte do executivo local.

A verba de 65,2 milhões de dólares é resultado de negócios da companhia aérea South African Airways (SAA), nomeadamente vendas de passagens aéreas, cujas receitas não conseguem autorização de exportação, face à falta de divisas estrangeiras no país. Estima-se que Angola esteja com uma dívida de cerca de 500 milhões de dólares a diversas companhias aéreas estrangeiras.

A SAA está numa situação económica financeira muito difícil e atravessa presentemente um dos seus piores períodos, praticamente à beira da bancarrota, segundo relatos publicados na imprensa nacional e nos media africanos especializados em economia.

No ano fical 2016/17, terminado no final de março, a companhia apresentou um saldo negativo de 360 milhões de dólares e as perspectivas para 2017/18 não mais animadoras.

A SAA tem de pagara até final de setembro deste ano compromissos bancários de cerca de 520 milhões de dólares e não tem fluxo de caixa para tal. Os bancos recusaram-se a estender os prazos e a única saída é o Governo sul-africano adiantar novamente a verba em dívida para manter a companhia em atividade, como aconteceu em junho passado quando foram necessários 170 milhões para pagar uma dívida ao Standard Chartered Bank.

Malusi Gigaba, ministro das Finanças da África do Sul, disse na cidade de Pretoria, na semana passada, que irá apresentar no final de setembro um novo plano de recapitalização da empresa pública de transporte aéreo. Apontou que podem ser necessários 10 mil milhões de randes (770 milhões de dólares norte-americanos) e que o Governo tem de ir buscar dinheiro a algum lado. Falou de que poderão vender ações numa empresa de telecomunicações nacionais, mas adiantou que a companhia aérea tem de exigir também, e imediatamente, o pagamento das dívidas que não estão a ser cobradas. O caso de Angola foi referido pelo ministro, numa entrevista a uma cadeia televisiva, como o mais importante. Disse entender as dificuldades que o país atravessa, devido à crise do petróleo, mas o certo é que a República da África do Sul tem de exigir o pagamento da sua dívida.

O plano de recapitalização será lançado com uma reestruturação total da SAA, com cortes de cerca de 17% dos voos da sua rede regional e para países africanos e redução de 10 aviões (cerca de 20% da sua frota).

A Souht African Airways e a sua subsidiária de baixo custo Mango operam uma rede de 46 destinos na África e seis destinos intercontinentais. A frota da SAA é presentemente composta por sete Airbus A319, doze A320, seis A330-200, cinco A330-300, oito A340-300, nove A340-600, dois Boeing 737-300 e seis Boeing 737-800. A Mango tem dez aviões Boeing 737-800.

 
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