SPAC afasta, para já, possibilidade de greve na Portugália

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A direção do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) afasta a realização imediata de uma greve provocada pela contratação de um avião em regime de ACMI para a Portugália Airlines, empresa do Grupo TAP, que trabalha com uma frota de aviões Embraer 190 e 195 em rotas de menor duração (regionais ou de ligação ao hub principal) da TAP Air Portugal.

O SPAC face aos reflexos da notícia anterior (LINK), também divulgada pela ‘Lusa’, – o ‘Newsavia’, por exemplo, desde há muitos meses que não recebe qualquer comunicado do sindicato dos pilotos, nem esses documentos estão disponíveis na página de Internet do SPAC –, enviou nesta sexta-feira, dia 25 de março, um comunicado à agência de notícias ‘Lusa’ no qual “desfaz eventuais equívocos criados após a divulgação de um comunicado difundido através de um órgão interno do Sindicato”.

Em causa está o recurso a um contrato de prestação de serviços externos na Portugália.

Naquele primeiro comunicado de “um órgão interno do Sindicato”, considerou-se que “a contratação de aeronaves para a Portugália em regime de ACMI, vem sobressair a inquietação existente sobre a forma como tem sido levada a cabo a gestão desta empresa desde que foi declarada, por associação à TAP, em situação económica difícil”.

A designação daquele regime ACMI respeita a uma contratação externa temporária, que se traduz em entrega de avião, tripulação, manutenção e seguro.

“Foi este recurso a um contrato de prestação de serviços que levou àquela ameaça de greve”, lê-se na notícia distribuída pela ‘Lusa’ nesta sexta-feira, dia 25 de março, e publicada na imprensa generalista portuguesa.

No comunicado do fim do dia, a Direção do SPAC afirmou que “os sindicatos do século XXI são mais do que fazer greve”, acentuando que “a Direção do SPAC em momento algum afirmou que ia fazer greve”.

No seu texto, a Direção do SPAC acentuou que “um órgão interno do Sindicato, falando diretamente aos associados, referiu que iria solicitar à direção do SPAC a marcação de uma assembleia sobre um tema grave em curso, onde tudo estaria em cima da mesa”.

Ora, admitiu, “tudo, inclui naturalmente a greve”.

Porém, relativizou, “a reunião solicitada por esse órgão interno será marcada pela direção do SPAC para avaliar a situação em causa”.

Entretanto, a TAP assegurou, também na quinta-feira, em comunicado aos trabalhadores, que “o contrato de prestação de serviços externos na Portugália no próximo Verão é o que melhor serve o grupo, realçando que ‘a única solução’ seria não operar os voos e perder receita e ‘slots'”.

 

 

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