TACV pretende alugar um avião adequado para rotas mais longas

A TACV /Cabo Verde Airlines está em processo para aquisição de um avião de passageiros para retomar as operações ainda este ano para Boston (EUA), Brasil e Paris (França), anunciou no início desta semana a presidente do conselho de administração da companhia aérea.

Em resposta a uma pergunta dos deputados durante uma audição na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Nacional sobre a privatização da companhia de bandeira nacional, Sara Pires recordou que a empresa iniciou em finais do ano passado uma retoma “muito tímida”, apenas com um voo semanal Praia-Lisboa, que aumentou para dois.

Além disso, avançou que posteriormente foram introduzidas as rotas de São Vicente e do Sal, “tudo em passos firmes” para evitar erros. “E as metas é introduzir paulatinamente, conforme for as condições do mercado, nomeadamente a rota de Boston, de Paris e do Brasil ainda este ano”, acrescentou.

Para isso, a empresa está em processo para alugar um aparelho, o que deverá ser feito à maior empresa de aluguer de aviões do mundo, cujos representantes estiveram recentemente em visita de trabalho na cidade da Praia.

“Poderá ser também uma possível empresa a alugar aparelhos à TACV”, previu a dirigente, indicando que todos esses aparelhos vão juntar-se a um Boeing 737-700 que voa já com o registo de Cabo Verde e tripulação da companhia nacional, e que foi alugado à TAAG – Linhas Aéreas de Angola, como é de conhecimento público.

Sara Pires disse que após conclusão do processo de certificação, o avião que estava a operar desde 25 de março, com voos de e para Lisboa, com tripulação angolana, ostenta desde o passado dia 8 de maio matrícula cabo-verdiana e opera em regime de dry lease, ou seja, com tripulação cabo-verdiana e todos os restantes custos pagos por Cabo Verde.

Num balanço aos quase cinco meses da retoma das operações, a presidente disse que têm estado a decorrer num bom ritmo, com uma “excelente taxa de ocupação” na rota de e para a Praia, com média de 80%, mas que reduz para 70% na linha Lisboa-Praia.

A responsável justificou essa redução com as limitações com os meios de pagamento, garantindo que brevemente a empresa vai poder realizar os seus pagamentos via cartão de crédito com um novo provedor.

 

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