TAP cancela charters à partida de Lisboa – Operadores retaliam

Os operadores turísticos portugueses vão faltar à apresentação do novo voo da TAP Air Portugal para Maceió, no Estado de Alagoas, no Brasil, que se realiza nesta quarta-feira, em Lisboa, em clara retaliação pela decisão da TAP de os deixar sem voos charters da capital portuguesa, no Verão, por alegada falta de slots.

A notícia foi divulgada pela agência de notícias de viagens e turismo ‘PressTUR’, que cita um comunicado divulgado nesta quarta-feira, dia 4 de março, no qual os operadores turísticos Abreu, Nortravel, Solférias e Soltrópico dizem que “não têm condições para participarem no roadshow de apresentação da rota Lisboa-Maceió”, nas cidades de Lisboa e do Porto (na quinta-feira, dia 5).

O comunicado não o diz explicitamente, mas em causa está a decisão da TAP de não fazer os voos charters que lhe solicitaram, uma situação que foi, finalmente, assumida publicamente pela diretora comercial da companhia, Paula Canada, em entrevista ao jornal de turismo ‘Publituris’.

Os operadores que já têm vários voos negociados com a TAP, através do seu novo departamento de voos fretados (LINK notícia relacionada) acreditavam numa possível solução a contento das suas pretensões, o que ruiu por completo com o conhecimento da antecipação da entrevista de Paula Canada.

Operadores turísticos contactados pelo ‘PressTUR’ ainda na semana passada rejeitavam a hipótese de assumir as críticas que faziam à TAP, para não fazerem gorar qualquer hipótese de reversão e de ser encontrada uma solução para a realização dos voos que têm programados.

“A actual conjuntura extremamente desfavorável, que em muito tem afectado a atividade turística, obriga a esforços e cuidados reforçados por parte dos nossos associados”, começa por dizer o comunicado dos operadores, que só depois deixa transparecer o que está em causa.

Diz o comunicado que “os esforços” a que a atual situação os obriga “não permitem dispersar a sua atenção para eventos promocionais de novos destinos, sem antes ter resolvidos os problemas que no imediato subsistem para os destinos que já estão em operação”, na realidade em comercialização.

E o problema é precisamente “sem antes ter resolvidos os problemas” das operações programadas, para as quais contavam com a TAP, que agora, em privado, alguns acusam de os ter traído, ao deixá-los sem voos.

“Esse ressentimento decorre da percepção que têm de que sendo quase certo que a TAP não teve os slots todos que solicitara, o que aliás é o que acontece na maioria dos casos, e não apenas em Portugal, a companhia apenas olhou aos seus interesses e esqueceu os parceiros a que tantas vezes já recorreu até para sobreviver”, escreve o ‘PressTUR’.

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