TAP condenada a indemnizar passageiros em Minas Gerais (Brasil)

“A conduta de cancelamento unilateral e automático de passagens aéreas com fundamento no ‘no show’ causa ofensas aos direitos da personalidade do consumidor.” Esse foi o entendimento do juiz Igor Queiroz, da 21ª Vara Cível de Belo Horizonte, no estado brasileiro de Minas Gerais, ao condenar a companhia Transportes Aéreos Portugueses (TAP) a indemnizar cinco passageiros, individualmente, em cinco mil reais (752,63 euros ao câmbio de hoje -25 de janeiro de 2021- do Bando de Portugal), por danos morais.

A companhia deve indemnizá-los, ainda, em 36.294,60 reais (5.463,26 euros) por danos materiais, referentes às despesas totais com a aquisição de novas passagens e hospedagem para todos.

O juiz se baseou em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do próprio Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Em 8 de julho de 2018, cinco passageiros saíram de Belo Horizonte (Aeroporto de Confins) com destino a Lisboa. No dia 10, embarcariam para Londres, no entanto, em razão de congestionamento na cidade portuguesa, chegaram ao aeroporto após o encerramento do embarque. Eles adquiriram novos bilhetes para continuar o roteiro de viagem.

No dia da volta, foram informados de que os bilhetes haviam sido cancelados, por conta do não comparecimento na ida. Eles precisariam pernoitar mais um dia em Londres e adquirir novas passagens para voltar.

A empresa aérea alegou que os autores perderam o voo de ida e não a informaram que realizariam o voo de volta, que foi cancelado automaticamente, por causa do ‘no show’, ou seja, não confirmação do regresso. A empresa ainda disse que a situação ocorreu por culpa exclusiva dos passageiros.

Para o juiz, a responsabilidade da empresa foi comprovada, assim como os danos materiais sofridos, mediante a apresentação da fatura do cartão de crédito.

 

  • Notícia publicada pelo site de notícias de aviação ‘Portão1‘.

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