Tripulantes da Portugália reúnem-se em assembleia-geral para debater situação laboral

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O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) marcou para esta terça-feira, dia 30 de agosto, uma assembleia-geral destinada a tripulantes da Portugália Airlines, companhia do Grupo TAP SA, para demonstrar “insatisfação” com o que consideram ser uma “gestão errática” da TAP, estando em cima da mesa a possibilidade de uma greve.

A notícia foi avançada pela agência de notícias ‘Lusa’, que cita inquietantes declarações de Ricardo Penarroias, presidente da direção do sindicato: “Poderá sair da assembleia-geral um pré-aviso de greve, há essa possibilidade”.

Já em comunicado, o sindicato explica que os associados irão reunir-se em assembleia-geral na terça-feira “com o objetivo de demonstrar o seu descontentamento contra uma gestão errática, que trata de forma diferente e discriminatória os tripulantes da Portugália, como se estes tripulantes não fizessem parte do Grupo TAP”.

Segundo o SNPVAC, os tripulantes da Portugália “estão cansados de promessas” sobre eventuais ajustes no acordo temporário de empresa pela presidente executiva (CEO) da TAP, Christine Ourmières-Widener, e dizem-se “desiludidos com a ausência de soluções e respostas” às suas reivindicações.

“O SNPVAC pede apenas que os tripulantes da Portugália usufruam de alguns benefícios já atribuídos a outros dentro do mesmo grupo”, diz o sindicato.

Depois de dois anos “difíceis para todos”, o SNPVAC considera que “chegou o momento” de tornar pública “a insatisfação” dos trabalhadores perante “a situação operacional e laboral que a Portugália vive”.

“Se para a presidente da TAP a Portugália é um simples ACMI [aluguer operacional de aviões], semelhante à Hi Fly ou à Air Bulgaria, porque é que foram implementadas aos tripulantes da Portugália, na apresentação do plano de reestruturação para o Grupo TAP, as mesmas medidas cegas, sem considerar empresas ou classes profissionais, independentemente das condições laborais e remuneratórias de cada uma?” pergunta o SNPVAC.

Segundo a nota, aos tripulantes de cabina da Portugália foram aplicadas as mesmas medidas que aos outros grupos profissionais, nomeadamente um corte de 25% no salário na parte que excedia os 1.330 euros e o congelamento de progressões e evoluções salariais.

O sindicato questiona ainda decisões de gestão da empresa, como o recurso à subcontratação externa (Bulgaria Air e Eastern Airways) para fazer face ao acréscimo da operação, com custos financeiros acrescidos e “com uma clara diminuição dos padrões ‘standard’ definidos para a empresa em termos de formação/qualificação de tripulantes”.

A Portugália Airlines (antes também denominada por PGA) opera presentemente uma frota de aviões a jato Embraer ao serviço da rede da TAP Air Portugal. No total estão em atividade 19 aeronaves, sendo 14 E190 e cinco E195. Para poderem responder a uma época de maior procura durante o Verão IATA, foram alugados, em regime ACMI, quatro aparelhos: três E190AR à Bulgaria Air e um E190LR à companhia britânica Eastern Airways, que integram o total de 19 aviões já referidos.

A Portugália Airways integra desde 2016 a TAP Express, uma marca na qual também se junta uma outra frota de aviões ATR 72, que são operados pela empresa portuguesa OMNI Aviação e Tecnologia e que estão pintados com as cores da TAP Express.

As aeronaves com a marca TAP Express realizam os voos de menor intensidade de tráfego e em percursos próximos, nomeadamente para cidades europeias, aeroportos das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e rotas do Norte de África. Uma rede que tem recuperado bem nos últimos meses e que está a exigir mais aparelhos. A Portugália deverá integrar nos próximos meses mais três aviões, sendo dois E190AR que chegam da Azul – Linhas Aéreas Brasileiras e um E195LR, que esteve ao serviço da companhia espanhola Air Europa Express.

 

  • Foto © TrueNoord

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