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Aeroporto Complementar no Montijo não é consensual

banner-newsavia-app-android-750x65O ministro português do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou esta sexta-feira, dia 24 de março, que o aeroporto complementar no Montijo, que acrescentará capacidade ao de Lisboa (LINK notícia relacionada) é uma solução que pode e deve ser implementada em poucos anos.

O governante defende que se trata de um projeto sustentável do ponto de vista financeiro e que entre este ano e o próximo, os estudos deverão estar todos concluídos, o que permitirá que a construção comece em 2019.

“A expansão poderá gerar a prazo 20 mil novos postos de trabalho, diretos e indiretos, apenas no setor aeroportuário, para além dos resultantes da atividade económica no geral”, recordou Pedro Marques.

Mas o otimismo em relação à solução do Montijo não é partilhado por todos. Ambientalistas, pilotos, municípios de Setúbal e até engenheiros contestam a ideia de um aeroporto complementar na Margem Sul do Rio Tejo.

A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, chegou mesmo a relembrar que, nos últimos 20 anos, foram feitos vários estudos que apontavam Alcochete como a melhor solução. E a verdade é que Maria das Dores Meira não está sozinha nas queixas e acusações que faz ao governo. De acordo com a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), todos deviam ter sido ouvidos.

De todos os municípios da associação apenas foi ouvido o Montijo, que é liderado pelo Partido Socialista, atualmente no governo em Portugal, e de cuja vereação Pedro Marques foi membro, antes de ser ministro. “Perante os dados que existem, a solução de que o país precisa é um novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, cuja construção pode ser de forma faseada. O aeroporto complementar no Montijo não serve a região e não é uma alavanca de crescimento económico”, avançou Rui Garcia, que preside à AMRS.

Também os pilotos avisam que a Base Aérea do Montijo, cujas instalações serão transformadas e ampliadas para dar lugar ao novo Aeroporto Complementar, jamais poderá ser usada como alternativa nos voos de longo curso caso uma das pistas do aeroporto de Lisboa seja desativada. Junta-se a esta posição da Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA) também o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC). De acordo com o dirigente David Paes, ainda que acredite que existem soluções, partilhar o espaço com militares “é sempre um constrangimento”.

Além dos pilotos, o bastonário da Ordem dos Engenheiros já fez saber que as acessibilidades ao novo aeroporto devem ser tidas em conta e garante desconhecer qualquer estudo sobre o novo aeroporto, apesar de já ter sido pedido ao governo que o faculte.

 

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