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Casas clandestinas na área do novo Aeroporto de Luanda são demolidas

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O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Geraldo Sachipengo Nunda, justifica a polémica demolição de centenas de casas nos arredores da cidade de Luanda, capital de Angola, por estas terem sido construídas na área de proteção do novo aeroporto da capital.

“Nenhuma organização internacional daria o estatuto de aeroporto internacional, requerido, se continuasse a haver aquela confusão”, disse o general Nunda, ao falar na semana passada, em Luanda, na cerimónia que assinalou os 25 anos sobre a constituição formal das atuais forças armadas.

De acordo com a associação não-governamental local SOS Habitat, estas demolições aconteceram sobretudo entre Julho e Agosto, no município de Viana, arredores de Luanda, foram demolidas cerca de 1.000 habitações clandestinas que já desalojaram 2.500 famílias, que foram invadindo as áreas adjacentes ao aeroporto, “construindo casas e demolindo vedações”.

As demolições impostas pelas autoridades e levadas a efeito pelas Forças Armadas têm provocado protestos entre a população. Contudo o Governo mantém-se decidido na sua atuação e na reposição da legalidade.

O novo aeroporto internacional de Luanda está em construção no município de Icolo e Bengo, a 30 quilómetros de Luanda e, contando com os acessos, quer rodoviário, quer ferroviário, que irão custar cerca de seis mil milhões de dólares norte-americanos, em empreitadas levadas a cabo essencialmente por empresas chinesas.

O novo aeroporto é descrito como um “projeto estruturante fundamental para a concretização da estratégia do governo, no que concerne ao posicionamento do país no domínio do transporte aéreo na região da África Austral”.

Duas das pistas foram concluídas em 2015, assim como a torre de controlo, decorrendo a construção dos terminais, que segundo o Governo angolano deverão receber 15 milhões de passageiros por ano.

O projeto é financiado por fundos chineses englobados na linha de crédito aberta por Pequim para permitir a reconstrução de Angola, depois de terminado um período de três décadas de guerra civil.

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