A TAP “sem intervenção pública, não tem possibilidade de sobreviver”

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou nesta quarta-feira, dia 29 de abril, na Assembleia da República, em Lisboa, que “qualquer intervenção pública” na TAP “implicará que o Estado português” acompanhe “todas as decisões que serão tomadas” nos próximos tempos na companhia aérea.

“Qualquer intervenção do estado soberano na TAP implicará que o Estado português, através do Governo, acompanhe todas as decisões que serão tomadas nos próximos tempos com impacto relevante na vida e no futuro da empresa”, afirmou o governante, que adiantou que está a ser estudado o modelo de apoio, na sequência da paragem do transporte aéreo devido à pandemia de covid-19, e tendo em vista a retoma das operações por parte da companhia aérea portuguesa de bandeira.

“A música agora é outra no que diz respeito à TAP”, afirmou, sublinhando que a companhia aérea, “sem intervenção pública, não tem qualquer possibilidade de sobreviver”.

“É bom que todos sejamos conscientes que a nossa missão será salvar a TAP e não nenhum acionista em particular, obviamente que estamos disponíveis e interessados que os nossos parceiros na empresa acompanhem qualquer intervenção na empresa, mas têm de acompanhar”, caso contrário isso terá “necessariamente consequências na relação societária” da empresa, alertou.

Pedro Nuno Santos falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito de uma audição regimental.

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