Aeroporto de Barajas montou um completo sistema de emergência

As autoridades espanholas, aeronáuticas e de proteção civil, montaram uma grande operação e um completo dispositivo de emergência no Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, nesta segunda-feira, dia 3 de janeiro, face ao anunciado retorno do Boeing 767-300ER da Air Canada, obrigado a ficar no ar a queimar combustível, com apenas um motor a funcionar e com o trem central esquerdo avariado (LINK notícia relacionada) durante cerca de quatro horas.

O ministro dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana, José Luis Ábalos, mudou-se para o aeroporto de Barajas para seguir o dispositivo de emergência no solo. Tanto ele como a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, felicitaram publicamente os pilotos pela “sua experiência”.

Além dos serviços de bombeiros e socorros do Aeroporto de Barajas, a Comunidade de Madrid respondeu ao aviso da aterragem de emergência com a implantação no aeroporto de brigadas de seis diferentes corporações de bombeiros da cidade, juntamente com 10 ambulâncias do serviço de emergência e um hospital de campanha da Cruz Vermelha para eventual prestação de primeiros socorros ou acolhimento de feridos.

Felizmente tudo correu bem e nenhum desse equipamento foi necessário.

Algumas informações adiantadas na noite desta segunda-feira esclarecem as notícias que durante a tarde foram divulgadas. Embora algumas tenham sido atualizadas foi difícil aos jornalistas obterem os elementos noticiosos com melhor rigor, pois numa ocasião destas – o que, infelizmente, se vem tornando comum –, o ruído que se cria nas redes sociais não ajuda para a versão mais correta dos factos.

Sabe-se agora que o avião voou durante as cerca de quatro horas que esteve a queimar combustível com apenas um motor, que foi atingido por peças metálicas que se desprenderam do trem de aterragem, eventualmente aquando da explosão de um dos pneumáticos durante a descolagem. Há imagens de labaredas a saírem do motor esquerdo, feitas do exterior e do interior do avião e que podem ter sido provocadas pela entrada desses materiais.

O facto do avião ter voado a uma altitude bastante baixa – cerca de 7.500 pés de altitude – foi devido, na opinião de alguns pilotos, ao facto da aeronave ao voar mais baixo consumir mais combustível. Era necessário gastá-lo o mais rápido possível, já que o aparelho estava a voar com apenas um motor e tinha descolado com cerca de 90.000 litros nos depósitos, o necessário para a viagem até Toronto.

O avião envolvido neste incidente fez o voo inaugural a 31 de março de 1989, tendo 30 anos de serviço. Começou por integrar a frota da extinta Canadian Airlines, passando em 1997 para a companhia brasileira VARIG, entretanto extinta. Em 2005 mudou para a Air Canada, onde se mantém.

A bordo viajavam 128 passageiros adultos e mais dois bebés, e a tripulação, normalmente constituída por dois pilotos e oito assistentes de cabina. Não foi confirmado o número de tripulantes.

 

O Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas teve nesta segunda-feira um dia agitado. Além deste incidente, a notícia de que alguns drones estariam a voar na área de segurança do aeroporto levou à suspensão do movimento durante cerca de uma hora ao início da tarde (LINK notícia relacionada)

 

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