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Azul vai transformar avião ATR para transporte exclusivo de carga

A Azul – Linhas Aéreas Brasileiras vai transformar um dos seus aparelhos turbohélice ATR (substituído este ano por um modelo de versão mais moderna) no seu primeiro avião cargueiro.

A aeronave será operada pela Azul Cargo e terá capacidade para transportar seis toneladas de mercadorias. Segundo fontes da companhia o aparelho será utilizado em voos noturnos entre Porto Alegre, Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro/Galeão e Fernando de Noronha.

“A operação desse modelo de aeronave cargueira é parte da estratégia da Azul Cargo para oferecer ao mercado regional brasileiro mais opções de transporte de cargas pesadas e sensíveis, além da possibilidade de fretamentos de carga nessas regiões”, afirma o diretor da Azul Cargo, Claudio Fonseca, lembrando que por meio do hub (centro de conexões) em Campinas, a empresa também pode transportar as cargas às regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Desde há algum tempo que a Azul está a dedicar-se ao transporte de carga, se bem que não tivesse até agora equipamento próprio e exclusivo para tal efeito. Com a aquisição dos aviões Airbus A330-200 com os quais fará a partir de Dezembro as novas rotas para a Florida (EUA), a Azul está a procurar mais mercado, porque agora tem possibilidade de oferecer espaço para os transitários brasileiros e norte-americanos em rotas internacionais, que completa com a sua rede exclusiva para outras cidades do interior do Brasil.

Nos últimos anos a companhia tinha optado por adquirir alguns aviões ATR preparados com portas mais largas, facilmente adaptáveis para o transporte de cargas, mediante a retirada dos assentos. Uma operação possível em aviões denominados de ‘Quick Change’ ou ‘Conversão Rápida’ (utilizando uma designação aproximada em português, e que está já a ser feita para percursos noturnos.

 

Licença da ANAC ainda não saiu e pode atrasar a operação

A intenção da Azul era iniciar a operação no corrente mês de Outubro, mas está tudo dependente da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que parece estar a demorar mais do que o previsto.

Por outro lado com a integração dos sete aviões Airbus A330-200 que a companhia receberá até 2015 será possível programar este tipo de aparelho para rotas domésticas mais longas , como são os casos de São Paulo/Campinas para Manaus e para Recife. São linhas que poderão ter grande movimento de cargas, pois em cada voo ficará muito espaço disponível no porão dessas aeronaves, pois são operações normais com passageiros das linhas internas.

 

Volume de carga subiu 62% nos primeiros oito meses de 2014

De Janeiro a Agosto, a Azul transportou 16,43 mil toneladas de cargas pagas, volume 62% maior que as 10,12 mil toneladas transportadas em igual etapa de 2013, de acordo com dados da ANAC, e segundo informação publicada pela agência ‘Estadão’. Com isso, a companhia respondeu por 6,5% do mercado de transporte doméstico de cargas, atrás de TAM, Gol e Absa e com fatia semelhante às da Sideral e da Avianca.

O ‘Estadão’ refere ainda que empresa não informou o montante de investimento nas novas operações de carga ou sua previsão de crescimento com as novas operações. A Azul Cargo iniciou as suas atividades em Agosto de 2009, com transporte de cargas entre os aeroportos de Viracopos/São Paulo, Fortaleza, Recife e Salvador da Bahia. Atualmente, conta com 129 lojas espalhadas pelo País, com foco nas remessas de cargas e encomendas expressas.

 

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