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Como aterrar um avião num navio de carga. (com vídeo)

Jaap Rademaker é um piloto holandês, mas também um consultor financeiro que vinha investindo na companhia de Johan Hartman, um construtor naval holandês, operador da Global Seatrade, que construiu um navio não convencional de carga de 3.500 toneladas, o M2 Runner.
Este navio distingue-se dos restantes por ter sido construído para levar volumes industriais fora de formatos no seu deck.

Jaap e Johan, numa viagem de helicóptero de inspecção ao navio brincaram com o facto do navio apresentar um deck limpo e quase livre de obstáculos, e rotularam-nos de porta-aviões.

Imaginaram que seria uma boa forma de promoção se colocassem um avião ligeiro a simular uma aterrisagem.

Juntaram uns amigos do Tigre Club, aeroclube que fica na no aeródromo de Headcorn, na cidade de Kent, Inglaterra, onde se prepararam para a proeza, mas sempre com ideia de não forçar aterragem.

Alguns dias depois o telefone toucou, era o Comandante Bertus de Vries, que anunciava ter o deck disponível (sem carga) na viajem que iria iniciar entre Amsterdão e Portugal, com passagem a sul de Folkstone , Inglaterra.

A equipa de acompanhamento que incluía assistência, e filmagem foi colocada a par dos planos e depois de consultados e revistos todos os procedimentos levantaram voo em direcção ao navio.

O tempo estava de feição com ventos a soprar de oeste a 14 kts, o navio navegava em marcha lenta, cerca de 9kt.
O avião escolhido foi o Foxbat, um avião que o piloto holandês conhecia muito bem, e que operava com regularidade, na pista de 400 metros da sua quinta.
Trata-se de uma avião ultraleve construído para operação STOL (Short Take- off & Landings) com estrutura em alumínio, com 10 metros de asas e um leme de generosas proporções, configuração ideal para descolagens e aterragens curtas.

Depois de várias passagem no deck do navio para o filme promocional, Jaap, sentiu-se confiante o suficiente para declarar via rádio que ia tentar um pouso no deck.

Ao iniciar a tentativa de pouco, perdeu a referencia visual do deck (tinha apenas 15 metros de largura) e teve de se orientar visualmente pelo mastro na popa do navio.
Ao chegar mais perto do deck começou a sentir alguma turbulência, e logo que sentiu o toque retirou os flaperons, ao mesmo tempo que comandante do navio tirou potencia aos motores do navio.

O mais fácil estava feito, mas como é que vou retirar o avião daqui?, pensou Jaap.

Jaap-Rademaker---Piloto-FoxBat

Nada disto estava planeado. Ao sair do avião para falar com a equipa, desequilibrou-se varias vezes, por causa a água e sal que formavam uma camada escorregadia no deck. Mais um problema para resolver.

Pediu reforços ao comandante do navio. Quatro homens serviriam de travões humanos, aguentando o aviação o mais possível, enquanto Jaap aplicava potência total. Ao seu comenda o avião deveria ser libertado em duas fases, que precisavam de ser muito bem coordenadas, qualquer desequilibro seria fatal, podiam provocar uma viragem lateral no momento crucial da descolagem.

Tudo correu de acordo com o esperado e Jaap descolou sem problemas de maior, ficou o feito, mas que pelo piloto holandês, jamais será repetido. Uma vez bastou! concluiu Jaap.

Sobre o Foxbat

O Aeroprakt A-22 Foxbat, é um avião ultraleve construído na Ucrânia, de dois lugares, com asa alta, e trem de triciclo, desenhado por Yuri Yakovlev, e construído pela Aeroprakt.

Pode ser comprado em kit ou construído de fabrica. O seu projecto iniciou-se em 1990 mas só em 21 de outibro de 1996, aconteceu o primeiro voo.

Com a maioria da estrutura em alumínio só a cobertura do motor, pontas das asas e cobertura de trem são em compósito , o que faz deste ultraleve um dos mais robustos do mercado.

O A-22 usa flaperons no lugar de ailerons e flaps, originado uma velocidade de stall muito baixa (28 kts) ou 52 km/h.

O Kit de venda vem com motor Rotax 912UL (60 Kw) ou por opção o 912ULS com (75kw)

O seu preço novo em kit ronda os 80,000 dólares. O kit poderá ser montado em cerca de 500 horas.

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