Delta estaciona 600 aviões, corta salários e aposenta aeronaves mais antigas

O presidente executivo da companhia aérea norte-americana Delta Air Lines anunciou nesta quarta-feira, dia 18 de março, que a empresa vai reduzir a sua capacidade de transporte, a nível global, em cerca de 70 por cento. A operação internacional sofrerá os maiores cortes, estando prevista a suspensão de cerca de 80 por cento dos voos durante os próximos dois a três meses.

Ed Bastian adiantou que a Delta vai estacionar cerca de metade da sua frota – cerca de 600 aviões – e que foi decidido acelerar a retirada dos seus aviões MD-88 e MD-90 e alguns dos Boeing 767 que estão ao serviço da companhia há mais de 20 anos.

Foi decidido ainda abrir negociações com as construtoras aéreas e adiar a recepção de novas aeronaves até que a situação de profunda crise, provocada pela pandemia do novo coronavírus/Covid-19, esteja mais clarificada e sejam avaliados os seus efeitos financeiros e previsto um plano de recuperação da companhia.

Ed Bastian diz numa carta aos seus colaboradores que prescindirá do seu salário, na totalidade, nos próximos seis meses, e que o mesmo será proposta aos elementos do Conselho de Administração da companhia.

Os salários do pessoal serão cortados para metade até 30 de junho, enquanto os diretores de serviços e chefes de departamento deverão ter um corte de 25 por cento.

Ciente dos perigos para a saúde pública e dos receios que esta pandemia continua a provocar entre os seus passageiros, a Delta Air Lines continua a observar estritas medidas de higienização e desinfecção das suas aeronaves.

 

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