Loftleidir esclarece negociações sobre a CVA e desmente Governo de Cabo Verde

A Loftleidir Cabo Verde, empresa participada pelo grupo islandês Icelandair através da Loftleider Icelandic EHF, distribuiu na manhã desta terça-feira, dia 21 de setembro, um comunicado em que pretende esclarecer notícias publicadas recentemente na imprensa cabo-verdiana e em jornais digitais.

A Loftleidir Cabo Verde destaca que “cumpriu integralmente os acordos assinados com o Estado de Cabo Verde e com a TACV”. “De igual modo, não deve quaisquer impostos ou taxas ao Estado de Cabo Verde”, assinala ainda no texto.

O comunicado, que a seguir reproduzimos na íntegra, foi distribuído por uma agência de consultadoria em Lisboa. Aborda o acordo entre o Estado de Cabo Verde, a Loftleidir Cabo Verde e TACV para a reestruturação e reinício das operações da Cabo Verde Airlines.

 

“Em Março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% do capital da então empresa pública TACV à Loftleidir Cabo Verde. Esta foi a conclusão de uma negociação longa, que foi dura, mas leal de parte a parte, e que conduziu à conclusão de um contrato equilibrado para todos. As negociações foram acompanhadas por especialistas internacionais na área da aviação, nomeadamente os que assessoraram o Estado de Cabo Verde.

Após a conclusão do acordo, a CVA iniciou as suas operações já sob o comando da nova gestão, tendo realizado modificações profundas que conduziram a um bom resultado. Mas em Março de 2020 o mundo deparou-se com a pandemia do Covid-19, que teve consequências devastadoras a todos os níveis, nomeadamente no sector da aviação, que um pouco por todo o lado teve de recorrer a apoios dos diversos Estados. Assim, no seguimento deste acontecimento a CVA cancelou as suas operações, mas manteve as suas responsabilidades financeiras, nomeadamente o pagamento do pessoal.

Em consequência da pandemia, o Estado e a Loftleidir iniciaram negociações em abril de 2020 para um novo entendimento. As duas partes chegaram a um entendimento em março de 2021, após um longo e complexo processo negocial.

O novo acordo implicou cedências de parte a parte para fazer face aos constrangimentos financeiros provocados pela pandemia, com o único intuito de permitir à CVA reiniciar as suas operações.

Gostaríamos de salientar que, quer a Loftleidir, quer o Estado de Cabo Verde, assinaram um acordo de confidencialidade, que não nos permite revelar os contornos do acordo, mas podemos assegurar que, da parte da Loftleidir, toda a negociação e o seu desfecho foram discutidas em boa-fé, numa base de confiança, tendo chegado a um resultado que foi aceite pelas duas partes.

Desta forma, rejeitamos todas as acusações que foram feitas à Loftleidir, que sempre pautou o seu comportamento pelo estrito cumprimento da legalidade, dos acordos assinados e em respeito aos mais elevados padrões éticos. Nunca chantageou ou praticou qualquer ato semelhante com o Estado de Cabo Verde ou entidades relacionadas, O processo negocial foi conduzido de forma transparente, tendo as partes sido assessorados por especialistas internacionais com competência e experiência matéria. A Loftleidir não recebeu quaisquer benesses por parte do Estado ou entidades relacionadas. O principal beneficiário desse acordo foi a CVA.

A Loftleidir cumpriu integralmente os acordos assinados com o Estado de Cabo Verde e com a TACV. De igual modo, não deve quaisquer impostos ou taxas ao Estado de Cabo Verde. É igualmente falso que as contas não foram prestadas, pois a Loftleidir, enquanto acionista, recebeu os relatórios e documentos de prestação de contas dos anos anteriores, devidamente assinados, para serem discutidos na assembleia geral e que não sucedeu porque o Estado optou por nacionalizar a CVA no dia agendado para a realização da mesma.”

 

 

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