Prejuízo líquido da TAP SGPS em 2019 atinge 105,6 milhões de euros

A TAP SGPS teve no ano passado um prejuízo líquido de 105,6 milhões de euros, não obstante ter registado no segundo semestre do ano um lucro de 14,1 milhões de euros. Para isso contribuiu, de forma decisiva, o prejuízo do primeiro semestre (119,7 milhões de euros), que tinha sido revelado em setembro de 2019 (LINK notícia relacionada).

Os resultados aproximam-se dos 118 milhões de euros de prejuízo líquido registados em 2018, que foi considerado um dos piores anos da companhia em termos financeiros. Contudo, há que ter em conta todo o investimento que a TAP tem feito, em equipamentos novos e mais pessoal, para enfrentar o período de crescimento e desenvolvimento que os responsáveis pela companhia aérea esperam que seja já nos próximos anos, após a chegada da nova frota e a consolidação de todas as rotas que foram iniciadas nestes últimos dois anos.

Os resultados consolidados do segundo semestre e anual da TAP SGPS relativos a 2019 foram apresentados nesta quinta-feira, dia 20 de fevereiro, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, em Lisboa, e durante uma conferencia de imprensa, na qual estiveram presentes o presidente do Conselho de Administração, Miguel Frasquilho, e o presidente da Comissão Executiva, Antonoaldo Neves.

O número de passageiros transportados no ano passado ascendeu a mais de 17 milhões, um incremento de 8% face ao período homólogo, consolidando a trajetória de crescimento dos últimos quatro anos.

A TAP foi a companhia europeia que mais cresceu nas rotas para a América do Norte, atingindo nove rotas em 2019. Em 2015, a TAP tinha apenas três rotas, tendo mais do que duplicado o peso deste mercado nas receitas da companhia.

O CASK (custo por lugar disponível por quilómetro) caiu 9% no total do ano, decorrente do investimento na renovação da frota com aviões mais eficientes, consolidando a TAP como a companhia mais eficiente em custos em relação às congéneres europeias.

O EBITDAR (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 2,3 vezes face a 2018, passando de 211,4 milhões de euros para 477,3 milhões de euros em 2019. A margem EBITDAR aumentou para mais de dois dígitos, passando de 6,5% para 14,3%.

O Resultado Operacional passa de prejuízo de 44 milhões de euros em 2018 para um lucro de 58,6 milhões de euros em 2019, reflexo da consolidação da eficiência nos custos e recuperação da receita no segundo semestre, gerando um incremento de 102,6 milhões de euros no lucro operacional.

A consolidação do turnaround implementado em 2018 na Manutenção & Engenharia, no Rio de Janeiro (M&E Brasil), permite atingir pela primeira vez um EBIDTAR positivo de 3,1 milhões de euros em 2019 sem qualquer transferência de recursos monetários de Portugal para o Brasil.

TAP foi a empresa que mais investiu em Portugal em 2019. Um investimento de mais de 1,5 mil milhões de euros, incluindo a compra de 30 aviões novos que permitiu a renovação de 70% da frota de longo curso.

A TAP SGPS realizou duas emissões de Obrigações sem garantia de 575 milhões de euros, subscritas por mais de 6 mil famílias portuguesas e dezenas de investidores institucionais internacionais, refletindo a confiança da comunidade de investidores nas evidências dos resultados da implementação do projeto estratégico da TAP

O ano passado foi o de maior reforço do balanço com maior posição de caixa da história da TAP: 434 milhões de euros.

O investimento no crescimento da TAP aumentou em 28% as contribuições e impostos ao Estado, passando de 257 milhões de euros por ano para 328 milhões de euros, nos últimos quatro anos (um acréscimo de 71 milhões de euros por ano).

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