Presidente da SATA alerta para constrangimentos no Aeroporto de Ponta Delgada

O presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA alertou para eventuais constrangimentos nos aeroportos da Região Autónoma dos Açores, em particular no de Ponta Delgada (ilha de São Miguel), neste verão, alegando que estas infraestruturas não têm acompanhado o crescimento da entrada de turistas na região.

“O aeroporto de Ponta Delgada não tem capacidade para processar, à hora a que os voos internacionais podem chegar, todos os passageiros que vão passar por lá. Aquilo vai rebentar por todos os lados, vai haver chatice da grossa e o produto vai ser péssimo”, avisou Luís Rodrigues que falava esta semana numa audição na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores.

“O SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] não consegue disponibilizar mais agentes, o aeroporto não tem instalações e nós vamos assistir a 600/700 passageiros a chegar, quando há capacidade para processar 150 ou 160 por hora. Vai haver filas pela pista fora”, disse o responsável pelo Grupo SATA, que tem duas companhias aéreas nos Açores: a SATA Air Açores e a Azores Airlines, que realizam voos internos e externos, respetivamente, com base no arquipélago atlântico português.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da SATA, os Açores estão “a crescer muito mais rápido” do que o resto do país em número de turistas, mas os aeroportos “não têm respondido à mesma altura em termos de infraestruturas e de capacidade de pessoal”.

“Já começou a dar maus resultados em 2021 e este ano vão-se agravar sistematicamente. A experiência não vai ser positiva”, salientou.

Esses constrangimentos são sentidos também nas empresas de aluguer de viaturas, restaurantes e hotéis, por isso, “a SATA é obrigada a procurar destinos alternativos”, como as ligações do estrangeiro para a ilha Terceira, desde que sejam “economicamente sustentáveis”, explicou Luís Rodrigues aos parlamentares.

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