TAAG cancela rota Luanda-Dubai devido a baixa ocupação dos voos

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A administração da transportadora aérea angolana TAAG – Linhas Aéreas de Angola decidiu cancelar a rota de Luanda para o Dubai (Emirados Árabes Unidos) e reduzir as ligações para São Paulo (Brasil) até Outubro, anunciou o porta-voz da companhia, na capital angolana. No mês passado a companhia já tinha anunciado a redução dos voos no percurso Luanda-Rio de Janeiro, de três para duas ligações semanais até final do corrente mês de Julho.

Carlos Vicente, citado pela Televisão Popular de Angola (TPA), disse no fim-de-semana passado que “a quebra registada na taxa de ocupação dos aviões está na base da decisão da administração” e mencionou a ocorrência de voos que saíam do Dubai para Luanda quase vazios, com menos de metade da capacidade.

Disse ainda que que os aparelhos utilizados na rota Luanda-Dubai são os Boeing 777-300ER com mais de 200 lugares e que transportavam entre Luanda e o Dubai uma média que não chegava à meia centena de passageiros.

Carlos Vicente informou que o último voo para o Dubai foi realizado no dia 18 de Julho corrente e acrescentou que quem quiser viajar para os Emirados Árabes Unidos terá de recorrer a outras companhias aéreas, estando acautelados os direitos das pessoas que já compraram bilhetes.

O voo inaugural da companhia aérea angolana na rota Luanda-Dubai aconteceu em Maio de 2008, com escala técnica em Addis Abeba, na Etiópia, tendo nele viajado 122 pessoas de uma capacidade total de 420 passageiros, então com o Boeing 747-400 que integravam a frota da companhia angolana.

 

Parceria com a Emirates Airline em ‘stand by’?…

O acordo entre o Governo da República de Angola e a Emirates Airline foi assinado na Cidade do Dubai no dia 30 de Setembro de 2014.
O acordo entre o Governo da República de Angola e a Emirates Airline foi assinado na Cidade do Dubai no dia 30 de Setembro de 2014.

Entretanto, continua sem evolução, e mesmo sem notícias, o acordo de parceria estratégica que o Governo da República de Angola assinou com a Emirates Airline, em 30 de Setembro de 2014, que previa um acordo de concessão de gestão para reestruturação da companhia aérea estatal TAAG, inclusive com cedência de diversos lugares na Administração para os árabes que ficariam responsáveis pela gestão da empresa aérea (LINK nossa notícia anterior).

Em Luanda, em círculos ligados à aviação comercial, comenta-se que as ideias da companhia do Dubai para o saneamento financeiro da TAAG e para uma gestão sustentável, não foram bem acolhidas pelo Governo de Angola, nomeadamente a escolha das rotas e a grande limpeza que seria necessário fazer entre os quadros da companhia, substituindo quadros que lá trabalham e que foram colocados por influência político-partidária, por profissionais melhor habilitados e preparados para a actividade da aviação comercial.

A Emirates não se pronuncia sobre a questão mas funcionários colocados em lugares importantes dão a entender que a resposta está no lado dos angolanos e há tempo para a parceria ser implementada, já que ficou escrito no acordo assinado pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, no Dubai, que a entrada da nova gestão estava dependente de alterações legislativas e implantação de reformas no sistema de transporte aéreo que ainda não foram concretizados.

A nível de Estados também não se conhecem comentários acerca da demora da concretização desta parceria que estará, pelo que o ‘Newsavia’ apurou, a aguardar uma resposta e luz verde das entidades angolanas responsáveis pelo transporte aéreo e pelo chamado ‘Processo de Refundação da TAAG e da Aviação Comercial em Angola’ no qual, é justo referir, o Governo de Angola tem feito importantíssimos e valiosos investimentos. Para entidades colocadas em sectores mais radicais e manifestamente menos apoiantes da política governamental “o acordo de parceria com a Emirates estará enterrado”.

A Emirates continua a voar para Luanda, sendo um dos voos com melhor ocupação da companhia e do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, nomeadamente com passageiros de países europeus, com destaque para Portugal, e da Ásia, com supremacia dos chineses que desembarcam aos milhares em Luanda, para trabalhar em diversas obras públicas e outros projectos técnicos em desenvolvimento em Angola, com cooperação do Governo de Pequim e intervenção de empresas e empresários da China.

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