Flybe vai continuar a voar – Acordo entre acionistas e governo salva a companhia

Um acordo alcançado ao fim da tarde desta terça-feira, dia 14 de janeiro, em Londres, entre a Connect Airways, principal acionista da companhia aérea regional britânica Flybe, e o Governo Britânico viabiliza a manutenção das operações da empresa aérea regional que liga mais aeroportos no interior da Grã-Bretanha e com outros europeus.

A Sky News informou que o governo aceitou adiar a cobrança de uma quantia substancial do passivo tributário da Flybe e isentar a companhia de outros impostos, ao mesmo tempo que os donos da companhia aérea se comprometeram a injetar algumas dezenas de milhões de libras esterlinas na empresa.

Está assim afastada, para já, o que era uma ameaça de bancarrota da Flybe que atiraria para o desemprego cerca de 2.400 funcionários da companhia. Nesta semana prosseguirão as negociações dos acionistas com bancos para contratação de um empréstimo que garanta o fluxo de caixa necessário para a atividade da empresa.

O Governo britânico, por outro lado, concordou em trabalhar com a companhia numa avaliação e reestruturação da rede de conectividade aérea entre os aeroportos secundários do Reino Unido, todos muito dependentes da Flybe. O Ministério dos Transportes, que tutela os transportes aéreos, distribuiu num comunicado oficial em Londres, no qual destaca que é necessário proteger e garantir os voos domésticos no País, nomeadamente em cidades dependentes de uma única companhia ou nas linhas sujeitas a Obrigações de Serviço Público.

Andrea Leadsom, secretária de Estado do Comércio, na sua conta no Twitter, confirmou o acordo alcançado: “Estamos satisfeitos por termos alcançado um acordo com os acionistas da Flybe para manter a empresa em operação, garantindo que as regiões do Reino Unido permaneçam conectadas”.

“São boas notícias para os funcionários, clientes e credores da Flybe e continuaremos o trabalho duro para garantir um futuro sustentável”, acrescentou.

Também o sindicato dos pilotos britânicos, BALPA, saudou a concretização do acordo, e manifestou-se disponível para ser parte da comissão técnica que irá analisar e reestruturar a malha aérea, garantindo a vitalidade e a utilidade da aviação regional no Reino Unido.

 

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