Governo admite que alternativa ao Montijo é Alcochete, se houver ‘chumbo ambiental’

O ministro português do Planeamento e das Infraestruturas reiterou nesta quarta-feira, dia 6 de fevereiro, que o Aeroporto do Montijo só vai avançar com estudos de impacto ambiental e referiu que a construção de raiz em Alcochete poderia levar a uma perda de 114 milhões de passageiros na área de Lisboa.

“Obviamente que as obras só avançarão com as competentes autorizações ambientais”, afirmou Pedro Marques, que falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, em Lisboa.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas frisou ainda que, “caso venha a ser chumbada a decisão” – uma hipótese em que o ministro disse não acreditar –, o aeroporto que já esteve planeado para ser construído em Alcochete, uma zona que abrange terrenos utilizados como Campo de Tiro pela Força Aérea Portuguesa, resultaria numa “perda de 114 milhões de passageiros” durante os anos de construção da infraestrutura.

Pedro Marques assinalou que este aeroporto seria localizado em “Benavente, quase Coruche”, o que implicaria cerca de uma hora de distância em transportes públicos até à cidade de Lisboa.

A solução do Montijo, disse, irá transformar a península de Setúbal, os antigos territórios da Quimigal e da Siderurgia Nacional, possibilitando “10 mil postos de trabalho diretos ou induzidos” para a população da região.

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