Islandesa WOW Air ‘ressuscita’ em outubro com investidor norte-americano

A WOW Air, empresa de transporte aéreo islandesa, dedicada a viagens de baixo custo intercontinentais, que faliu no passado mês de março deste ano (LINK notícia relacionada), vai voltar a voar, anunciou uma empresa norte-americana, que diz ter assumido a falência da companhia e feito uma cordo com investidores islandeses.

Os voos poderão ser retomados já no próximo mês de outubro, refere uma notícia divulgada pela agência de notícias France (AFP).

Michele Ballarin, presidente executivo da ‘USAerospace Associates’, disse numa conferência de imprensa que a empresa será relançada com o mesmo nome e que seu primeiro voo será entre o aeroporto de Dulles, em Washington DC, e Keflavik, na Islândia.

Cerca de 51% do capital da nova WOW Air será detido por investidores islandeses, o que permitirá a operação da companhia na Europa. A USAerospace ficará com 49 por cento do restante capital social. O investimento previsto por parte deste grupo norte-americano é de 85 milhões de dólares que entrará na tesouraria para pagamento de credores.

A falência da transportadora de baixo custo em março passado causou um grande alvoroço na Islândia, onde se esperava que tivesse um impacto negativo nos números do turismo, bem como na economia em geral, num país que está caminhando para a recessão.

Até sua insolvência, a WOW Air transportou mais de um terço de todos os visitantes da Islândia.

A nova WOW Air terá inicialmente uma frota composta por duas aeronaves, havendo a previsão de que estará a operar 10 a 12 aviões até ao verão de 2020. A sede social da nova empresa, cujo registo principal ainda não ficou bem definido, ficará no Aeroporto de Dulles, em Washington, distrito federal dos EUA.

O turismo islandês ressentiu-se muito da quebra da WOW Air, tendo o número de visitantes caído cerca de 20 por cento, resultado em parte da falta de transporte barato para a ilha nórdica, que era assegurado pela companhia falida.

A WOW Air foi criada em 2011 pelo jovem empreendedor islandês Skúli Mogensen. Começou a voar no ano seguinte e durante os seus sete anos de serviço foi uma grande concorrente da Icelandair, companhia de bandeira da Islândia, nomeadamente nos voos para os EUA e Canadá, com aviões novos e campanhas promocionais muito atraentes. Tinha a previsão de abrir outras rotas de longo curso, quando entrou em dificuldades financeiras.

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