Presidente dos Açores considera que resultados da SATA “não são sustentáveis”

O presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores considerou nesta segunda-feira, dia 29 de Abril, que os resultados do Grupo SATA em 2018 “não são sustentáveis” e que se torna “imprescindível” colocar a empresa “noutro patamar de sustentabilidade” financeira.

“Não há duas formas de ver os resultados, há uma forma de ver os resultados. E a forma é que efetivamente são resultados que não são sustentáveis”, considerou o governante, falando aos jornalistas na ilha de Santa Maria, à margem da visita estatutária do Governo Regional àquela ilha do grupo oriental do arquipélago dos Açores.

Segundo resultados divulgados na semana passada, o Grupo SATA, constituído totalmente por capitais públicos, fechou 2018 com um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017.

As perdas da Azores Airlines, companhia do grupo que opera de e para fora do arquipélago e que registou um prejuízo de 52,93 milhões de euros. Junta-se o resultado líquido negativo de 2,58 milhões de euros da SATA Air Açores, que assegura os voos entre as nove ilhas do arquipélago português.

A atual administração da SATA, lembrou Vasco Cordeiro, tem “cerca de seis meses” no cargo, não lhe podendo ser assacada a total responsabilidade pelo exercício de 2018.

Contudo, prosseguiu, há agora “compromissos, objetivos e medidas” que têm de seguir o seu caminho de “colocar a companhia noutro patamar de sustentabilidade”.

“É nesse domínio que temos confiança neste trajeto que está a ser seguido, e não só esperamos como se torna imprescindível que seja concretizado”, disse ainda.

Entre as causas que resultaram no agravamento dos prejuízos encontram-se, por exemplo, um aumento de 4% nos custos operacionais e um decréscimo de 4% receitas operacionais.

Na semana passada, na apresentação dos resultados, o presidente do Conselho de Administração da SATA, António Teixeira, sinalizou o aumento do preço dos combustíveis, a subida dos gastos com pessoal e a necessidade de recorrer ao aluguer de aviões a outras companhias aéreas como medidas com impacto no resultado do grupo.

“Apesar do quadro negativo dos resultados apurados, quer em 2018, quer nos anos anteriores, o Conselho de Administração considera que a inversão dessa tendência é exequível a médio prazo, com alguns resultados já no decorrer de 2019”, declarou o gestor.

O Governo Regional dos Açores autorizou no final de março o lançamento de um novo concurso para a alienação de 49% do capital social da Azores Airlines, depois de o primeiro concurso ter sido cancelado.

 

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