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Ryanair ameaça grevistas e diz que pode reduzir voos nas bases afetadas


A Ryanair admite avançar com despedimentos de funcionários caso as greves continuem, bem como reduzir os voos de inverno e a frota nas bases europeias, onde os sindicatos têm estado a convocar protestos. Numa nota de imprensa distribuída nesta segunda-feira, dia 23 de julho, em que a companhia irlandesa de baixo custo divulgou os resultados do exercício do primeiro semestre, a Ryanair assegura que as paralisações em causa são desnecessárias.

“Se estas greves desnecessárias continuarem a prejudicar a confiança dos clientes, os preços e a rentabilidade em certos mercados, teremos de rever o nosso programa de inverno, o que pode levar à redução da frota em certas bases e postos de trabalho em mercados onde os funcionários interferem nas negociações com as pessoas e os sindicatos. Não podemos permitir que os voos dos nossos clientes sejam desnecessariamente interrompidos devido a uma pequena minoria “, escreveu a Ryanair em comunicado.

No mesmo sentido, Michael O’Leary recorda que, para além das greves marcadas para estas quarta e quinta-feira, dias 25 e 26 de julho, em Portugal, Espanha e Bélgica, são esperados mais protestos até ao final do verão. O presidente executivo da Ryanair reafirma que não vai ceder às exigências dos trabalhadores, o que poderá colocar em causa as baixas tarifas praticadas pela companhia aérea.

Esta segunda-feira, dia 23 de julho, a Ryanair revelou as contas do primeiro semestre, no qual registou um lucro de 319 milhões de euros até 30 de junho, 20% menos que no mesmo período do ano anterior. Perante o cenário, Michael O’Leary responsabiliza os trabalhadores da empresa pela queda de receitas, devido à greve na Páscoa, o que obrigou ao cancelamentos de 2.500 voos e afetou mais de 450 mil passageiros.



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